Em 8 de setembro, debaixo de chuva, o príncipe George, do Reino Unido, deu início à sua vida de estudante interno ao entrar pela primeira vez no Eton College. O menino de 13 anos, segundo na linha de sucessão ao trono, teve a companhia de príncipe William e da princesa Kate Middleton nesse momento que dá início a uma nova fase, morando fora da residência da família.
O diretor e o provost da instituição receberam George na chegada, quando começou oficialmente sua trajetória na escola. William trocou o traje de gala do primeiro dia por lembranças pessoais: ele próprio foi aluno do mesmo colégio quando adolescente.
Um uniforme, duas fases do dia
Na chegada, George usava terno e gravata; o uniforme típico do colégio só foi vestido depois, já dentro do campus. A troca aconteceu nas dependências internas, longe das câmeras que registraram a chegada da família.
O dia a dia do herdeiro do trono britânico incluirá o traje característico do colégio: colete, calça de listras, colarinho branco engomado e a tradicional casaca escura usada pelos alunos ao longo dos anos. A combinação de traje formal e regras rígidas de convivência faz parte da experiência de estudar no colégio.
Rotina de interno em tempo integral
Ao contrário de um estudante que vai e volta todos os dias, George dormirá nas acomodações reservadas aos alunos e só reencontrará os pais nos fins de semana e feriados. A escolha por Eton, no entanto, não partiu apenas do casal real. O próprio George participou da decisão e escolheu estudar ali depois que os pais pesquisaram diferentes opções de internato para o filho.
Uma escola que formou reis e primeiros-ministros
Fundado em 1440 pelo rei Henrique VI, o Eton College é referência na formação da elite britânica. Nomes que passaram por suas salas assumiram cargos de destaque na política e na monarquia. A mensalidade da instituição é de US$ 80 mil por ano, e o colégio é voltado somente para meninos.
Além das disciplinas tradicionais, os estudantes têm acesso a instalações incomuns em escolas comuns, como simulador de folga e estande de tiro. William e o irmão, príncipe Harry, também passaram a adolescência nesses mesmos muros.
Refúgio em momentos difíceis da família real
Durante os anos em Eton, William enfrentou intensa exposição da vida familiar. Nesse período, viu os pais, Charles e Diana, se separarem em meio a rumores que ganharam as manchetes da época.
Dois anos depois de ingressar na escola, William perdeu a mãe, e encontrou dentro do colégio um espaço protegido da mídia para elaborar o luto. A biógrafa da realeza Sally Bedell Smith afirmou que Eton representou um abrigo essencial para William naquele momento. Segundo ela, o colégio deve oferecer a George uma formação exigente, indispensável para as responsabilidades que ele terá pela frente.
Diversidade e preparo para liderança
Smith afirmou que Eton é sinônimo de tradição, mas a escola acompanhou a evolução dos tempos. E hoje tem um corpo discente mais diverso do que no passado, inclusive em comparação com a época em que William estudou ali.
Para a biógrafa, o casal optou pela instituição por seu alto padrão de ensino e por sua capacidade de formar futuros líderes de diferentes maneiras. É essa combinação entre rigor acadêmico e tradição centenária que deve acompanhar George nos próximos anos, enquanto ele se prepara, ainda distante dos holofotes, para o papel que um dia deverá assumir como herdeiro do trono britânico.










