No domingo (23), Lewis Hamilton terminou o Grande Prêmio da Holanda em quarto lugar, mas criticou as decisões estratégicas da Ferrari. O britânico, de 41 anos, considerou que a equipe prejudicou seu resultado.
A demora da Ferrari em parar Leclerc, enquanto Hamilton tinha pneus em melhores condições, foi, para o britânico, decisiva para seu desempenho final. Hamilton estava próximo do pódio quando a equipe adotou a estratégia.
Na volta 42, depois de a Mercedes fazer as paradas de Kimi Antonelli e George Russell, Leclerc subiu para o segundo lugar e Hamilton caiu para o terceiro. Nesse momento, o heptacampeão pediu, pelo rádio, a inversão de posições.
Ele disse ter pneus mais novos e melhor desempenho que seu companheiro.
A Ferrari levou seu piloto aos boxes na volta 45. Para Hamilton, a demora custou caro na disputa contra George Russell.
Lewis Hamilton e a frustração traduzida em ironia
Crítico da estratégia que, em sua avaliação, prejudicou seu resultado, Hamilton disparou pelo rádio, com sarcasmo: “Grande forma de perder tempo, rapazes! Bom trabalho”. Quando foi chamado para trocar os pneus duros, já desgastados, por compostos macios, o piloto questionou se a equipe o usava como cobaia.
Esses questionamentos, segundo Hamilton, refletiam a sensação de que a equipe havia desperdiçado oportunidades durante a corrida. Ele havia liderado temporariamente quando Norris entrou nos boxes, mas o desgaste dos pneus duros o fez perder posições rapidamente.
O abandono de Esteban Ocon provocou o safety car virtual, e a partir daí o cenário ficou ainda mais desafiador para o britânico. Para Hamilton, cada segundo perdido atrás de Leclerc representava uma possibilidade menor de permanecer no pódio.
Contraste com o gerenciamento da Mercedes
À Sky Sports, Hamilton citou a Mercedes como exemplo de gerenciamento eficaz dos pilotos e lembrou a troca de posições entre Antonelli e Russell nas voltas finais.
A equipe de Brackley executou a manobra com precisão, garantindo a segunda colocação para Antonelli e permitindo que Russell segurasse a terceira posição diante da pressão de Hamilton e Leclerc.
A demora da Ferrari em reagir à situação de Hamilton deixou o britânico refletindo sobre o que poderia ter sido.
Em outro desdobramento da etapa holandesa, Max Verstappen chegou a 12 corridas sem vitória. Essa sequência representa o segundo maior jejum de sua carreira na Fórmula 1.










