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Segundo a psicologia, pessoas que cresceram sendo o irmão mais velho costumam desenvolver estas 5 características na vida adulta

Por Vinícius Gonçalves
25/08/2026
Segundo psicologia cresceram sendo irmão

Foto: Gustavo Fring/Pexels

Quem cresce como irmão mais velho carrega, ao longo da vida, traços emocionais formados ainda na infância. A rotina de auxiliar nos cuidados de um irmão menor deixa aprendizados que se mantêm muito depois de a infância terminar.

A psicóloga Cibele Santos, ouvida pelo Metrópoles, afirma que esse tipo de convivência pode favorecer o que os especialistas chamam de Teoria da Mente.

Trata-se da habilidade de entender que cada pessoa tem seus próprios pensamentos, vontades e sentimentos, distintos dos de quem observa. Ao observar um irmão pequeno, a criança treina a leitura de comportamentos e reações sem perceber que desenvolve uma habilidade crucial para se relacionar.

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Empatia desenvolvida ao ser irmão mais velho

Reagir ao choro, à irritação ou ao medo do irmão menor funciona como um exercício de percepção emocional. A atenção constante para interpretar esses comportamentos treina a leitura de sinais emocionais e passa a fazer parte de como a pessoa se relaciona com os outros.

Segundo Cibele Santos, esse treinamento mantém a atenção voltada à interpretação dessas emoções. Ter irmãos mais novos, porém, não garante automaticamente mais empatia: o resultado depende de fatores familiares e individuais que cercam a criança durante o crescimento.

Reconhecer necessidades antes de palavras

Quem cresce perto de um irmão pequeno aprende a associar comportamentos a necessidades específicas, antecipando o que pode estar incomodando o outro. Sinais como irritação, medo ou necessidades não expressas verbalmente passam a significar algo para quem convive dessa forma.

A criança também treina a capacidade de compreender estados mentais alheios, amplia a atenção ao ambiente e às pessoas ao redor e tende a manter esse aprendizado na vida adulta, quando precisa entender o que os outros sentem sem que expliquem.

Habilidade para resolver problemas

Situações do dia a dia, como acalmar o irmão ou lidar com um conflito, exigem raciocínio rápido e controle emocional ao mesmo tempo. Esse exercício repetido desenvolve mecanismos de autorregulação e resolução de problemas.

A criança aprende a equilibrar emoções e decisões ao mesmo tempo, desenvolvendo precocemente recursos para agir em situações complexas. Essa prática constante cria um padrão de comportamento que acompanha a pessoa além da infância.

Responsabilidade que atravessa a vida adulta

Crescer ajudando a cuidar de alguém menor também cria a tendência de assumir responsabilidades no trabalho, nos relacionamentos e em situações cotidianas que exigem iniciativa. Esse senso de cuidado acompanha a pessoa na vida adulta.

O ponto central está em manter o equilíbrio: os pais devem continuar responsáveis por questões como segurança, alimentação e disciplina, enquanto o irmão mais velho colabora. 

Se a criança dedica boa parte do tempo a se preocupar com o irmão ou fica sempre atenta ao bem-estar alheio, isso pode indicar um peso emocional acima do que seria adequado para a idade dela. 

Essa situação é conhecida como parentificação, quando os papéis familiares ficam desequilibrados.

Desenvolvimento cognitivo e outras descobertas

Além das características emocionais, pesquisas científicas apontam que irmãos mais velhos tendem a apresentar ligeira vantagem em inteligência em comparação aos mais novos. 

Outras descobertas também indicam que filhos mais novos apresentam menor risco de desenvolver diabetes tipo 1 do que os primogênitos.

Porém, as pesquisas científicas não chegaram a uma conclusão firme sobre um impacto consistente da ordem de nascimento na personalidade. 

A convivência entre irmãos deixa marcas duradouras, mas essas mudanças também dependem de fatores familiares, culturais e individuais de cada caso.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Vinícius Gonçalves

Vinícius Gonçalves

Jornalista formado pela Universidade de Brasília (UnB). Tem experiência em produção de conteúdo e hard news.

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