Desde setembro de 2024, é em Caçapava, cidade do interior paulista, que funciona a maior fábrica de KitKat do mundo. A planta pertence à Nestlé e chegou a essa marca depois de colocar em funcionamento sua quarta linha de fabricação.
Com isso, cresceu o potencial máximo de produção da unidade operando em ritmo total, o que os especialistas do setor chamam de capacidade instalada. A nova linha exigiu aporte de R$ 300 milhões, valor que está inserido em um investimento maior, de R$ 1,1 bilhão, reservado para a planta como um todo, dentro de um pacote de R$ 8,5 bilhões a ser executado até 2026.
Tecnologia hospitalar na produção de KitKat
Um dos diferenciais competitivos da fábrica é a adoção de equipamento de imagem originalmente desenvolvido para ambientes hospitalares. A máquina foi adaptada para inspecionar barras de chocolate antes da embalagem. O aparelho é responsável por identificar falhas comuns em produções de grande escala, como a ausência do wafer, biscoito que faz parte do interior da barra.
Conectividade e inteligência artificial no chão de fábrica
Desde o ano de 2022, a planta conta com infraestrutura de conectividade 5G, que integra as linhas de produção ao sistema digital da companhia. Essa base tecnológica permite o funcionamento de robôs autônomos, veículos autoguiados e ferramentas de inteligência artificial nas operações. É por meio dela que a fábrica também mantém parcerias em projetos de pesquisa com universidades e empresas de tecnologia brasileiras.
Liderança global em capacidade, não em volume
Capacidade instalada e volume efetivamente produzido são medidas diferentes. Caçapava é a maior cidade em potencial de fabricação, mas uma unidade localizada na Inglaterra ainda lidera em volume real de KitKat processado.
A fábrica brasileira, contudo, é a maior das Américas em produção geral, considerando todos os produtos fabricados na planta. O chocolate chega a 18 países da região em exportações, refletindo a importância estratégica da operação para a Nestlé nas Américas.
O Brasil consolidou seu papel como terceiro maior consumidor de KitKat mundialmente, atrás apenas da China. E dos Estados Unidos — um crescimento notável considerando que o produto entrou no mercado brasileiro apenas por volta de 2013.










