A onça-pintada é o maior felino das Américas e o único representante do gênero Panthera no continente. Machos podem ultrapassar 100 quilos, e o comprimento do corpo varia entre 1,50 e 1,80 metros, com cauda de 70 a 90 centímetros e altura de até 75 centímetros.
O peso oscila entre 68 e 136 quilos, segundo o Animal Diversity Web, banco de dados da Universidade de Michigan. A mordida supera a de outros grandes felinos, graças aos caninos robustos e à cabeça proporcionalmente grande.
Um corpo feito para caçar
A coloração varia de amarelo-claro a marrom-avermelhado, com barriga branca e manchas pretas que servem tanto para camuflagem quanto para reconhecimento entre indivíduos.
Quanto mais longe do Equador, maior tende a ser o exemplar. No Pantanal, onde vivem as maiores onças-pintadas do Brasil, os machos atingem 100 quilos e as fêmeas chegam a aproximadamente 76 quilos.
Em Honduras, os menores exemplares registrados pesam em média 57 quilos nos machos e 42 quilos nas fêmeas.
Na natureza, a expectativa de vida é de 11 a 12 anos. Em cativeiro, chegam a 20 anos.
Distribuição e território
A espécie é encontrada desde o sul do Arizona e do Novo México até o norte da Argentina. No Brasil, ocupa aproximadamente 8,75 milhões de km², o equivalente a 46% de sua área histórica.
Permanece nos biomas Cerrado, Pantanal e bacia amazônica, onde encontra água, cobertura florestal densa e presas em quantidade suficiente.
Ameaças e conservação
A União Internacional para a Conservação da Natureza classifica a onça-pintada como quase ameaçada. As populações estão cada vez mais fragmentadas pela perda de habitat, o que reduz a conectividade entre grupos e aumenta o risco de declínio populacional.
Uma reclassificação para vulnerável pode ocorrer em breve. A degradação ambiental e o conflito com atividades humanas são as principais ameaças à espécie.










