Luciano Hang teve um único emprego com carteira assinada: a Fábrica de Tecidos Carlos Renaux, em Brusque, Santa Catarina, onde também trabalharam seu pai, sua mãe e seus avós. Ficou lá por sete anos, chegou ao cargo de auxiliar de faturamento e foi nesse período que percebeu ter facilidade para vender.
Antes de se dedicar integralmente à Havan, passou por negócios variados: teve uma loja de R$ 1,99, um bar, pequenas centrais hidrelétricas e uma empresa de antecipação de recebíveis. Nenhum deles chegou perto da dimensão do que viria a construir.
De operário a empresário
Hang nasceu em 1962, filho de pais operários. Teve dislexia não diagnosticada na infância e só se alfabetizou aos 12 anos. O diagnóstico do transtorno veio na vida adulta.
A primeira loja da Havan abriu em 1986, em um espaço de 45 m², com um único funcionário. Durante mais de 30 anos, Hang permaneceu desconhecido do grande público. A mudança veio em 2016, quando boatos sobre quem era o dono da rede começaram a circular. Ele transformou a curiosidade em campanha publicitária e foi eleito personalidade do ano no prêmio ADVB Top de Marketing.
Expansão e recordes
O Grupo Havan encerrou 2025 com 184 megalojas em operação e registrou o melhor resultado financeiro de sua história.
O faturamento chegou a R$ 18,5 bilhões, crescimento de 16% em relação a 2024. O lucro líquido somou R$ 3,4 bilhões. Sete novas unidades foram inauguradas ao longo do ano.
Metas para os 40 anos
Para 2026, ano em que a marca completa 40 anos, a meta é chegar a 200 megalojas em todos os estados brasileiros, alcançar 25 mil colaboradores e faturar R$ 22 bilhões.
Do chão de fábrica em Brusque a uma rede nacional com presença em todo o país, a trajetória de Hang atravessa quatro décadas de negócios.










