A Parker Hannifin, multinacional americana, anunciou o encerramento de sua fábrica em Jacareí, no interior de São Paulo. O fechamento afeta cerca de 100 trabalhadores da planta.
A decisão deixou diversos trabalhadores diante de incertezas sobre contratos e realocações da unidade que é responsável por produzir válvulas destinadas principalmente a máquinas agrícolas e equipamentos industriais.
Em comunicado ao Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos (SP), a empresa descreve a medida como parte de uma “otimização operacional” e diz que concentrará a produção em outras plantas da corporação. O destino exato da transferência não foi divulgado.
Parker Hannifin não define prazo de fechamento nem número de demissões
A Parker Hannifin ainda não informou quando a unidade deixará de funcionar nem quantos dos 100 trabalhadores serão desligados. Os funcionários estão em greve desde 20 de julho contra o fechamento e aguardam essas definições.
Uma parcela da equipe pode ser realocada em outras operações da multinacional, o que permitiria manter contratos. Já os demais enfrentam a possibilidade concreta de desligamento, mas a empresa ainda não revelou números sobre transferências nem sobre cortes efetivos.
Essa ausência de clareza deixa em suspenso o destino de cada profissional.
Sindicato reage e organiza mobilização
O Sindicato dos Metalúrgicos criticou a forma como a Parker Hannifin comunicou a decisão. Segundo a entidade, a empresa não dialogou previamente com os representantes dos trabalhadores, e uma negociação anterior teria ajudado a acompanhar o processo.
O Sindicato convocou uma assembleia com os funcionários para discutir o fechamento e organizar as próximas medidas.
A pauta inclui o cronograma de encerramento, o número de trabalhadores que serão demitidos e as possibilidades de transferência para outras unidades. Segundo o Sindicato, o STF determina que a negociação prévia com a entidade é obrigatória antes de demissões em massa.
A falta de definição fragiliza a posição da multinacional nas negociações.
Propostas de indenização e limites atuais
Se os desligamentos forem confirmados, o Sindicato pretende negociar benefícios adicionais para quem for dispensado. A Parker ofereceu uma indenização de R$ 2 mil aos funcionários que forem demitidos, oferta rejeitada pela categoria.
Outras demandas sob negociação incluem manutenção do plano de saúde por um período determinado. Nenhuma das propostas foi apresentada formalmente pela empresa até o momento.
O Sindicato afirma que continuará insistindo na preservação do maior número possível de vagas enquanto o desfecho do fechamento é definido. Paralelamente, a Parker Hannifin anunciou no balanço financeiro um lucro líquido ajustado de US$ 1 bilhão.
O resultado reforça a avaliação de que a multinacional tem capacidade financeira para oferecer condições melhores aos demitidos, o que alimenta a resistência da categoria à oferta inicial.










