Luciano Hang, o fundador da rede Havan, aparece na posição 1.834 do ranking de bilionários da revista Forbes com patrimônio estimado em US$ 2,3 bilhões, cerca de R$ 11,4 bilhões. A fortuna do empresário catarinense é expressiva, mas representa uma fração pequena diante dos nomes que lideram a lista global, impulsionados principalmente pelo setor de tecnologia.
A Forbes registrou um recorde nesta edição. São 3.428 bilionários no planeta, com riqueza total calculada em US$ 20,1 trilhões, alta de US$ 4 trilhões em relação ao levantamento anterior. A valorização dos mercados financeiros internacionais puxou as posições mais altas da tabela para cima.
Os números da Havan
A fortuna de Hang tem base sólida na operação da Havan. A rede emprega cerca de 22 mil pessoas e movimenta em média R$ 50 milhões por dia. Em 2025, a empresa fechou com receita líquida de R$ 13,7 bilhões, crescimento de 17,1% em relação ao ano anterior, segundo dados do portal Diário do Comércio. O Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização (EBITDA) chegou a R$ 3 bilhões no mesmo período, alta de 7,9%.
Os resultados são consistentes, mas o varejo físico opera com margens mais estreitas do que as grandes empresas de tecnologia. A Havan registrou retração de 1,9 ponto percentual na margem de lucro em função do aumento dos custos operacionais.
A distância para o topo
No Brasil, o homem mais rico é Eduardo Saverin, cofundador do Facebook e da gestora B Capital, com patrimônio de US$ 35,9 bilhões. A diferença entre os dois ilustra o quanto o mercado de tecnologia acelera a criação de grandes fortunas em comparação com o varejo tradicional.

No topo global, os bilionários do setor digital acumulam patrimônios que chegam a superar US$ 200 bilhões, distância que o varejo físico dificilmente alcança, independentemente do desempenho operacional.










