O ex-jogador das categorias de base do Corinthians Léo Precioso transformou a própria história após deixar o sistema prisional. Depois de cumprir sete anos e 13 dias de prisão por participação em um sequestro, ele fundou a organização social Recomeçar 360, dedicada à ressocialização de pessoas que passaram pelo sistema penitenciário. Em entrevista ao portal Terra, Precioso afirmou que o projeto já prestou atendimento a mais de 13 mil egressos.
A iniciativa oferece capacitação profissional, encaminhamento para o mercado de trabalho e incentivo ao empreendedorismo. Segundo a organização, o objetivo é ampliar as oportunidades para quem busca reconstruir a vida após cumprir pena.
Da base do Corinthians à prisão
Léo Precioso iniciou a trajetória no futebol ainda criança, passando pelas categorias de base do Corinthians e, mais tarde, por clubes como Palmeiras, Juventus da Mooca e São Caetano.

A carreira, porém, foi interrompida após problemas financeiros em um clube de Santa Catarina. Sem conseguir manter a atividade profissional, ele passou a disputar partidas de futebol amador e, posteriormente, envolveu-se com o tráfico de drogas.
Em 2008, foi preso durante um sequestro e permaneceu no sistema prisional por pouco mais de sete anos. Durante o período em que cumpria pena, começou a planejar uma mudança de vida.
Projeto de ressocialização
Após conquistar a liberdade, em 2015, Léo Precioso passou a atuar na Gerando Falcões, onde ministrava aulas de futebol, futsal e boxe. O contato frequente com ex-detentos em busca de apoio motivou a criação de um projeto voltado à reinserção social.
Em 2020, a iniciativa deu origem à ONG Recomeçar 360, que oferece cursos profissionalizantes, orientação para geração de renda e encaminhamento para vagas de emprego. Entre os projetos está a pizzaria social Opportunità, utilizada para formar novos profissionais.
Segundo dados divulgados pela organização, cerca de 99% dos participantes acompanhados pelo programa não voltam a cometer crimes. O trabalho também rendeu a Léo Precioso reconhecimentos, como o prêmio da Fundação Roberto Marinho, recebido em 2023, além de homenagens de entidades ligadas à área social.











