As regras para os aparelhos de ar-condicionado passaram por mudanças no Brasil, mas isso não significa que os modelos antigos deixarão de funcionar ou serão retirados das casas dos consumidores. Na prática, as novas normas estabelecidas pelo governo federal afetam a fabricação, a importação e a venda de novos equipamentos, exigindo que eles sejam mais eficientes e consumam menos energia elétrica.
As mudanças começaram a ser implementadas em 2022, quando o Ministério de Minas e Energia definiu novos índices mínimos de eficiência energética para os aparelhos. A adoção das exigências ocorre de forma gradual e continuará até 2027, dando tempo para que as fabricantes adaptem seus produtos às novas regras. A expectativa é que, até 2028, os equipamentos disponíveis no mercado sejam, em média, 40% mais eficientes do que os modelos comercializados antes da atualização.
As normas abrangem tanto os aparelhos de janela quanto os modelos split, atualmente os mais populares entre os consumidores. Com isso, as empresas passaram a ser obrigadas a investir em tecnologias mais modernas para garantir o mesmo nível de refrigeração utilizando uma quantidade menor de energia, o que pode representar economia para os usuários ao longo do tempo.
Quem já possui um ar-condicionado instalado em casa não precisa fazer qualquer substituição por causa das novas regras. Os equipamentos antigos continuam podendo ser utilizados normalmente. A principal mudança ocorre apenas no mercado de novos aparelhos, que passarão a atender aos padrões mais rígidos de eficiência estabelecidos pelo governo.
Medida promete economia e benefícios ambientais
De acordo com um estudo da Universidade Federal do ABC (UFABC), os novos padrões de eficiência energética poderão gerar uma economia de aproximadamente R$ 12 bilhões nas contas de luz até 2040. Segundo a pesquisa, essa redução no consumo de energia seria suficiente para abastecer quase dois milhões de residências brasileiras durante um ano.
Além da economia para consumidores e para o sistema elétrico, a medida também traz ganhos ambientais. Especialistas afirmam que aparelhos mais eficientes reduzem a necessidade de geração adicional de energia, diminuem a dependência de usinas termelétricas e podem evitar a emissão de cerca de 40 milhões de toneladas de gases de efeito estufa na atmosfera, contribuindo para a redução do impacto ambiental do setor elétrico.










