Em determinados documentos, é possível encontrar um campo destinado à indicação da data de validade. E embora possa parecer um detalhe simples, essa informação constitui um importante mecanismo para prevenir fraudes e evitar problemas de identificação.
Isso porque o prazo não só garante que o documento esteja sempre atualizado, apresentando uma foto e uma informação biométrica que representam fielmente o titular, mas também reforça a segurança contra falsificações.
Vale destacar que grande parte das credenciais que exigem atualização são os documentos de identificação, que servem para individualizar o cidadão ao comprovar sua identidade por meio de sua foto e dados únicos.
E é justamente neste grupo que se enquadra o Registro Geral (RG), que é utilizado pelos brasileiros desde 1907. Caso o documento esteja vencido ou muito antigo, os cidadãos podem enfrentar os seguintes problemas:
- Recusa em bancos e cartórios: impossibilitadas de realizar a verificação de identidade por meio da foto, essas instituições podem negar solicitações;
- Impedimentos em viagens: sobretudo em rotas internacionais, documentos atualizados estão entre as exigências;
- Bloqueio de serviços: serviços públicos e privados podem ser bloqueados por falta de atualização na identificação;
- Recusa em concursos e órgãos: bancas de concursos e órgãos públicos podem recusar documentos desatualizados ou em mau estado de conservação;
- Dificuldade em atos formais: casamentos, contratações, abertura de empresas e até mesmo emissões de documentos podem ser dificultadas pela falta de atualização na credencial de identificação.
Data limite do RG: documento será extinto em breve
É importante lembrar que, a partir de fevereiro de 2032, todos os brasileiros que ainda utilizarem o RG poderão enfrentar os problemas mencionados, uma vez que, conforme estabelece o Decreto nº 10.977/2022, o documento deixará de ser utilizado.
A credencial está sendo gradualmente substituída pela nova Carteira de Identidade Nacional (CIN), que já pode ser emitida pelos institutos de identificação estaduais e, além de utilizar o CPF como numeração única, também conta com recursos ainda mais avançados para impedir falsificações e manipulações.






