Preso em 2021, o ex-ajudante da Banda Gurizada Fandangueira e um dos quatro condenados no caso da Boate Kiss, Luciano Bonilha Leão, teve um pedido de liberdade de condicional, solicitado por sua defesa, atendido nesta segunda-feira (2).
A decisão, concedida pela Justiça do Rio Grande do Sul, foi assinada pela juíza Barbara Mendes de Sant’anna, que destacou o histórico prisional positivo de Luciano, ressaltando a ausência de faltas disciplinares e o cumprimento regular de condições impostas em regimes anteriores.
De acordo com a magistrada, ambos os fatores foram essenciais para garantir que o homem tivesse direito à reinserção social gradual. Todavia, vale lembrar que, agora, Luciano precisará cumprir uma nova série de exigências para manter o benefício. São elas:
- Apresentação trimestral ao juízo;
- Solicitação de autorização prévia para mudança de endereço ou saída da Comarca;
- Manutenção de ocupação lícita, comprovando-a nos autos em 30 dias;
- Proibição de portar armas ou se envolver em novos delitos.
A liberdade condicional está sendo concedida após o cumprimento de aproximadamente 28% da pena, que havia sido recalculada para 11 anos em agosto do ano passado. Desta forma, o tempo restante será cumprido sem o uso de monitoramento eletrônico.
A acusação de Luciano Bonilha: por que ele foi condenado pelo incêndio da Boate Kiss?
Conforme mencionado anteriormente, Luciano era um assistente de palco da Banda Gurizada Fandangueira, que foi contratada para se apresentar na Boate Kiss durante um evento que reuniu diversos jovens no estabelecimento.
Em determinado momento da apresentação, o vocalista do grupo, Marcelo de Jesus dos Santos, acendeu um artefato pirotécnico que teria lhe sido entregue por Luciano e acabou servindo como o estopim do acidente.
A chama do objeto atingiu a espuma que revestia o teto do palco e deu início ao incêndio, que matou matou 242 pessoas, incluindo o gaiteiro do Gurizada Fandangueira, Danilo Jaques, e feriu outras 636.






