No fim de março, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) divulgou um comunicado informando que a permanência da bandeira tarifária verde garantiria contas de luz mais amenas nos meses posteriores.
No entanto, uma decisão recente do órgão acabou colocando esse alívio em risco, tendo em vista que mais de 22 milhões de unidades consumidoras em todo o país ainda poderão sofrer aumentos nos valores cobrados.
Isso porque, na última quarta-feira (22), a Aneel aprovou reajustes tarifários para oito distribuidoras de energia elétrica, seguindo os processos periódicos previstos nos contratos de concessão. Conforme relatado pelo portal NSC Total, as variações médias podem ir de 5% a 15%.
Os percentuais variam conforme a região atendida por cada empresa. Em geral, os aumentos foram provocados principalmente pelos custos com encargos setoriais, bem como pelos gastos com compra e transmissão de energia.
Em alguns locais, mecanismos como o diferimento tarifário, que permite adiar o repasse de parte dos novos custos para ciclos futuros, ajudaram a suavizar os reajustes. Com isso, muitas unidades consumidoras serão obrigadas a arcar apenas com o valor mínimo.
Confira os reajustes aprovados na conta de luz
Conforme destacado anteriormente, os reajustes aprovados pela Aneel abrangem oito distribuidoras que, por sua vez, atuam em ao menos sete estados do país. São elas:
- CPFL Paulista e CPFL Santa Cruz: juntas, abastecem mais de 5,5 milhões de unidades consumidoras nos estados de São Paulo, Paraná e Minas Gerais;
- Energisa Mato Grosso: atende cerca de 1,7 milhão de clientes no estado;
- Energisa Mato Grosso do Sul: abastece por volta de 1,17 milhão de unidades consumidoras no território;
- Neoenergia Coelba: distribui energia para cerca de 6,92 milhões de unidades consumidoras da Bahia;
- Neoenergia Cosern: atende mais de 1,6 milhão de unidades consumidoras espalhadas pelo Rio Grande do Norte;
- Energisa Sergipe: cerca de 919 mil unidades consumidoras do estado são atendidas pela empresa;
- Enel Ceará: abastece 4,11 milhões de unidades consumidoras do estado.
A diferença nas tarifas pode variar de acordo tanto com a distribuidora quanto com o perfil do consumidor, com o impacto sendo mais expressivo para os consumidores de alta tensão.






