O harmonioso encontro entre sol, areia e mar torna as praias essenciais tanto para o bem-estar físico e mental quanto para o lazer. Entretanto, no Sul do Brasil, o equilíbrio que garante a beleza do ambiente pode estar sob ameaça.
Isso porque longos trechos de areia do litoral de estados como o Rio Grande do Sul parecem estar encolhendo, o que tem obrigado muitos banhistas a disputarem por espaço na orla para tentar desfrutar de algum conforto.
Vale destacar que a redução começou a tomar rumos mais drásticos em meados de 2016, época em que uma grande ressaca atingiu diversas praias da região. Desde então, o mar passou a subir excessivamente, ao ponto de se aproximar dos calçadões em determinados horários.
Um dos efeitos mais preocupantes pode ser observado em diversas áreas da Praia Grande, em Torres, onde a ação do mar provou uma grande erosão que deu origem a um paredão nas dunas de areia.
Conforme divulgado pelo portal GZH, banhistas ressaltam ser necessário colocar as cadeiras e outros objetos sobre as dunas em dias de ressaca, pois caso contrário, o mar pode facilmente carregar tudo o que estiver na areia.
Faixas de areia podem não se recuperar
Em entrevista ao GZH, o geólogo Elírio Toldo, do Centro de Estudos de Geologia Costeira e Oceânica (Ceco) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), esclareceu que, embora trate-se de um processo demorado, existe uma chance de que o volume de areia retirado pela ressaca retorne um dia.
Todavia, infelizmente, também não é possível afirmar se este processo de fato acontecerá, pois a possibilidade da praia perder total ou parcialmente o volume erodido, resultando assim em um recuo definitivo.
Apesar disso, especialistas destacam que a situação no Brasil ainda não atingiu níveis críticos, embora muitos já defendam a necessidade de intensificar o monitoramento e a preservação das áreas afetadas para prevenir o agravamento do problema.






