O ronco é um problema bastante comum e atinge entre 20% e 60% da população adulta. Apesar de muitas vezes não representar um risco grave à saúde, o barulho durante o sono costuma incomodar bastante quem divide o quarto — e, em alguns casos, até a própria pessoa que ronca. Agora, um novo medicamento pode mudar esse cenário e se tornar uma alternativa inédita para milhões de pacientes.
Segundo informações divulgadas pelo jornal O Globo, cientistas dos Estados Unidos concluíram recentemente um novo teste clínico da AD109, considerado o primeiro remédio oral desenvolvido para tratar a apneia do sono, transtorno diretamente relacionado ao ronco. O medicamento foi criado por pesquisadores da Universidade de Pittsburgh em parceria com a empresa Apnimed.
O estudo contou com 646 participantes acompanhados durante seis meses. Os resultados foram publicados na revista médica American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine e mostraram que a AD109 conseguiu reduzir as interrupções respiratórias em 44% dos voluntários, enquanto o grupo que tomou placebo apresentou melhora de apenas 17%.
Apesar dos resultados animadores, os pesquisadores destacaram que parte dos pacientes apresentou efeitos adversos. Cerca de um quinto dos participantes relataram sintomas como enjoo, insônia e dificuldade para urinar. Mesmo assim, a expectativa é que o medicamento possa chegar ao mercado já no próximo ano.
O que fazer enquanto o remédio não chega?
Até que a novidade fique disponível nas farmácias, médicos reforçam que existem alternativas capazes de reduzir o ronco e melhorar a qualidade do sono. Segundo orientações divulgadas pelo blog do Hospital Einstein, o tratamento pode começar com medidas conservadoras, como perda de peso, mudança de posição ao dormir, tratamento da rinite alérgica e abandono do cigarro.
Além disso, também existem opções não cirúrgicas, como dispositivos intraorais e aparelhos CPAP, bastante usados por pacientes com apneia do sono. Em situações mais graves, especialistas ainda podem recomendar procedimentos cirúrgicos, incluindo cirurgias nasais, intervenções no palato e até cirurgia bariátrica.






