° / °
Cadernos Blogs Colunas Rádios Serviços Portais

Departamento de Justiça dos EUA aprova aquisição da Warner Bros pela Paramount

Transação deve custar mais de US$ 110 bilhões à Paramount. Decisão pode ser contestada por procuradores

Por Guto Moraes

Hollywood

Os dois maiores estúdios de Hollywood estão um passo mais próximos de se tornarem o maior conglomerado de entretenimento e informação do mundo. De acordo com o jornal El País, o Departamento de Justiça (DOJ) dos EUA deu seu aval nesta sexta-feira (12) para que a Paramount compre a Warner Bros. A transação deve ser concluída pelo custo de mais de US$ 110 bilhões (aproximadamente R$ 561,8 bilhões).

O acordo deverá impactar setores que vão do cinema ao mercado de notícias televisivas. Assim, rivais de longa data devem se unir. Juntas, plataformas de streaming como HBO Max (da Warner Bros) e Paramount+, que somam cerca de 200 milhões de assinantes, passarão a integrar um mesmo grupo.

Sobre a conclusão da análise da fusão proposta pelas duas gigantes, o Departamento de Justiça disse, em comunicado, que evidências obtidas em investigação determinam que “é improvável que a transação prejudique a concorrência ou os consumidores norte-americanos”.

Por outro lado, o El País destaca que o futuro grupo será liderado por David Ellison, filho de Larry Ellison, um dos homens mais ricos do mundo e amigo próximo de Donald Trump. A fusão foi criticada pela International Brotherhood of Teamsters (sindicato de caminhoneiros dos EUA e Canadá), que tem 15 mil membros e destaca o risco de demissões em massa nos estúdios.

“Os Ellisons estão prestes a criar um dos maiores conglomerados de mídia e notícias do mundo. Quando seus planos se concretizarem, eles ditarão as regras de Hollywood e possuirão canais onde poderão impor sua visão de mundo”, refletiu o jornalista Luís Doncel. Atualmente, o grupo já controla a subsidiária do TikTok em seu país.

A aprovação da Justiça não encerra o processo, que ainda pode enfrentar a contestação de procuradores-gerais dos estados. Dentre eles, o da Califórnia, Rob Bonta, que classificou a postura do órgão federal sobre o caso como uma “abdicação” de sua função de proteger a concorrência, e cuja equipe se prepara para acionar a Justiça em busca de bloquear a fusão.