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Carol Biazin apresenta hits da pista de dança em formato mais intimista no Teatro Riomar, no Recife

Sucesso nas pistas de dança, a cantora paranaense Carol Biazin volta ao Recife no sábado (4), no Teatro Riomar, com a turnê "Nem Tão Pouco Assim", que despe seus hits dos excessos e dá novo tom ao seu repertório

Por Allan Lopes

Na turnê "Nem Tão Pouco Assim", Carol Biazin reveste seus hits com arranjos mais introspectivos

Há uma beleza especial na simplicidade, principalmente quando ela é compartilhada. A cantora Carol Biazin e seus fãs têm cultivado esse afeto genuíno na turnê “Nem Tão Pouco Assim”, cujo nome não poderia ser mais adequado.

O show tem um formato mais intimista em relação aos anteriores, despido de excessos, mas igualmente — senão mais — potente. No sábado (4), será a vez do Recife entrar no clima, com duas sessões, às 18h e às 21h, no Teatro RioMar. Assim como nas outras cidades, todos os ingressos já estão esgotados.

Depois de investir em grandes produções, como na última passagem por Recife com "Reversa", Carol Biazin optou por um caminho mais próximo de sua essência como instrumentista. A adesão do público foi imediata, com casas lotadas na primeira temporada.

O sucesso do formato motivou a criação de uma nova janela de shows, ampliando o roteiro para incluir novamente Pernambuco. "Sinto que o público absorve cada detalhe. Isso muda totalmente a minha entrega no palco”, detalha Carol em entrevista ao Diario.

Além do trabalho solo, Carol também consolidou sua assinatura em grandes hits nacionais recentes. Ela é coautora de “Penhasco2”, o dueto de Luísa Sonza e Demi Lovato, assina “Sai Da Frente”, de Juliette, e colaborou na composição de 'Raio X', do projeto de pagode “Numanice #3”, de Ludmilla.

Além disso, Carol é um dos principais nomes por trás do próximo álbum de Luísa Sonza, “Brutal Paraíso” (2026), que será lançado na próxima terça-feira. A veia artística despertou aos 8 anos, quando escreveu a música “Teu Olhar”. Na idade adulta, ela lapidou sua escrita a partir dos seus desejos, medos e singularidades nas quais o público também se enxerga

A mesma sensibilidade da escrita habita sua voz. Não por acaso, vários sucessos da carreira como "Dessa Vez Não", "Menta Com Chá" e "Ligações da Alma" se encaixam com naturalidade na proposta acústica. Segundo a cantora, as faixas ganham camadas inéditas em relação às gravações de estúdio.

“Quando o arranjo, o BPM e a forma de tocar mudam, o significado da música muda junto”, revela. "No formato acústico, tudo fica mais exposto, mais detalhado. Então eu me conecto de um jeito diferente com as canções”, esclarece Carol.

Quando vem para cá, a artista tem recordações de um momento diferente do atual. Seu primeiro show no Recife tinha só uma produtora e não havia banda, tudo no improviso. Desta vez, a banda novamente não estará no palco.

A diferença é que agora Carol está mais amadurecida, e a ausência de instrumentistas já não se sente como uma limitação, "Voltar agora, com esse formato e com o público respondendo dessa forma, é muito significativo. Estou muito ansiosa por esse reencontro”, celebra.

Em “Nem Tão Pouco Assim”, a paranense se desafia a cada noite a se conectar mais profundamente com o público e a se reinventar como artista, com a certeza de que menos, muitas vezes, é mais. “Daqui para frente, quero carregar comigo essa maturidade, essa segurança que conquistei e também essa curiosidade de experimentar formatos diferentes. Sem pressa. Mas sempre buscando evoluir”, conclui.