"É um privilégio", diz Marisa Monte sobre turnê com orquestra de 55 músicos que chega ao Recife neste sábado
Na turnê "Phonica", Marisa Monte percorre o Brasil pela primeira vez acompanhada por orquestra sinfônica formada por 55 músicos, regidos pelo maestro André Bachur. Show chega ao Recife neste sábado (14), na área externa do Centro de Convenções, no Grande Recife.
Poucas vozes na música brasileira atravessam gerações com a mesma delicadeza e permanência que a de Marisa Monte. Dona de um repertório que se tornou trilha sonora afetiva de milhões de brasileiros, a cantora agora amplia a dimensão de suas canções ao colocá-las em diálogo com uma orquestra sinfônica de 55 músicos, sob a regência de André Bachur, na turnê “Phonica - Marisa Monte e Orquestra Ao Vivo”, que desembarca na área externa do Centro de Convenções, em Olinda, no Grande Recife, neste sábado (14). Os ingressos disponíveis custam entre R$ 210 e R$ 660 e podem ser comprados no site Tickets For Fun.
A turnê teve início em outubro de 2025 e chega a Pernambuco depois de passar por seis capitais do Sul e Sudeste, onde reuniu mais de 120 mil pessoas. Pela primeira vez em quase quatro décadas de trajetória, Marisa percorre o país acompanhada por uma formação sinfônica completa. A ideia, segundo ela, é antiga. “Esse é um sonho que vem lá desde os tempos em que eu estudava música clássica. Cantar com uma orquestra é o máximo, mas também um grande desafio”, diz a carioca em entrevista ao Diario
Levar para a estrada um espetáculo com cerca de 60 músicos e mais de uma centena de profissionais envolvidos, entre técnicos e produção, é também um símbolo da relação construída com o público ao longo de sua carreira. “Viajar pelo Brasil levando tanta gente é um privilégio e uma conquista fruto de 35 anos de história com o meu público”, afirma.
No palco, clássicos que marcaram sua discografia ganham novos contornos, costurados por arranjos especialmente concebidos para o projeto. O resultado é um espetáculo que transforma canções já conhecidas em paisagens sonoras grandiosas, sem perder a intimidade e a poesia que sempre foram marcas da artista.
Se a turnê aponta para novas formas de apresentar seu repertório, a motivação para seguir criando permanece a mesma. “O que me move é a vontade de oferecer algo novo que ainda não fiz, fazer mais uma canção, falar de um novo assunto, tocar os corações e as mentes das pessoas”, reflete. Para ela, a música sempre foi uma forma de compreensão do mundo e, principalmente, de si mesma. “É uma missão linda de vida se conectar com as pessoas através da arte, da música e da poesia”, complementa.
A relação de Marisa Monte com artistas pernambucanos também tem rendido encontros especiais nos palcos. Nos últimos meses, a cantora chegou a dividir momentos musicais com o fenômeno do piseiro João Gomes, aproximação que evidenciou o diálogo entre diferentes gerações da música brasileira. Para o espetáculo, no entanto, a participação do cantor não deve acontecer. “Ele estará em São Paulo no dia do show. Até o convidei para assistir”, contou Marisa, sem descartar a possibilidade de alguma surpresa para o público.
Com a elegância de quem transformou delicadeza em força artística, Marisa Monte retorna ao Recife para reafirmar algo que o público brasileiro já sabe há muito tempo: algumas vozes não apenas cantam, elas atravessam o tempo, iluminam memórias e continuam encontrando novas maneiras de tocar o coração das pessoas. Na noite em que a orquestra soar e a primeira nota ecoar, será mais uma vez a música lembrando por que certos encontros são simplesmente inesquecíveis.