Alceu esquenta o carnaval com segunda edição da prévia Bicho Maluco Beleza no Recife
No dia 8 de fevereiro, a partir das 15h, o bloco Bicho Maluco Beleza, do cantor Alceu Valença, contará com diversas atrações na área central do Recife. O músico pernambucano encerra a programação do dia com show em cima do trio
Chegando aos 80 anos mais carnavalesco do que nunca, Alceu Valença se prepara para mais uma temporada de festa. Em 2026, além de celebrar oito décadas de vida e música, o ícone olindense consolida seu bloco, o Bicho Maluco Beleza, na Rua da Aurora, no Recife. No dia 8 de fevereiro, pelo segundo ano consecutivo, o endereço vai vibrar ao som do bruxo, que também segue reinando absoluto no Marco Zero e nas ladeiras de Olinda.
Desde 2015, o bloco transforma São Paulo em um pedacinho de Pernambuco, mostrando como se faz um verdadeiro arrastão do frevo. “A música ‘Bicho Maluco Beleza’ foi inspirada no carnaval de Olinda, mas a gente foi parar em São Paulo. Lançamos o bloco, de princípio, em um local pequeno, digamos que em uma pracinha, e foi crescendo. Hoje, é feito no Parque Ibirapuera e dá mais de um milhão de pessoas”, contou Alceu, durante coletiva promovida pela patrocinadora do projeto, a Neoenergia, na Casa da Estação da Luz.
A estreia do Maluco Beleza no Recife, no ano passado, reuniu cerca de 700 mil foliões, e a expectativa para 2026 é repetir a grande mobilização. “A primeira vez que a gente se apresentou, que foi no ano passado, foi maravilhoso. Este ano eu tenho certeza que também será”, projetou o cantor.
O desfile deste ano contará com participações especiais de artistas como Lenine, Almerio, Larissa Lisboa e Juba Valença, além de cortejos de frevo, maracatu e caboclinhos. A concentração está marcada para começar às 15h, próximo à Rua Capitão Lima, no bairro de Santo Amaro.
Ao refletir sobre a essência de seu trabalho, Alceu Valença rejeita o purismo, mas ressalta a importância fundamental das raízes. Para ele, a magia carnavalesca nasce desse respeito pela tradição. “Eu não sou tradicionalista, mas a tradição é necessária”, diz. ”É o nosso diferencial. As coisas vão se juntando, mas leva um tempo. Não é misturar tudo de uma vez, não”, justifica o artista.