Wilson Soares, ex-jornalista do Diario de Pernambuco, morre aos 86 anos
Ex-repórter de Economia era casado e tinha duas filhas
O jornalista Wilson Soares, ex-repórter do Diario de Pernambuco, faleceu nesta quarta-feira (23), aos 86 anos. Wilson morreu no dia de seu próprio aniversário.
O ex-jornalista de Economia do Diario de Pernambuco era casado com Marleide Melo, com quem tinha duas filhas, Vaneide e Luziana.
História
Wilson começou a carreira na Rádio Clube, pertecendo à geração de jornalistas que marcou a imprensa pernambucana entre as décadas de 1950 e 1970.
Soares foi da época de jornalistas como Selênio Homem de Siqueira, João Alberto Sobral, Lêda Rivas, Eliomar Teixeira, Paulo Maurício, Adonias Moura, José Danda Neto, Lino Rocha e Cleofas Reis.
Ele está entre os jornalistas que participavam da boemia literária recifense, ao lado de nomes como Mauro Mota, Homero Fonseca, Selênio Homem de Siqueira, Ronildo Maia Leite, Ricardo Leitão e Robson Sampaio.
Wilson Soares trabalhou longos anos na editoria de Economia do Diario de Pernambuco. A filha Vaneide descreve o pai como "um anjo em casa e no trabalho" e revela que se especializou em jornalismo por forte influência dele.
"Eu estava na Itália e resolvi voltar para cuidar dele. Ele era um amor de pessoa e um excelente pai. Eu fiz jornalismo muito por conta da influência dele, uma referência para mim", descreve.
Em 2009, o artigo "Maratona Sertaneja", de sua autoria, foi registrado pela Assembleia Legislativa de Pernambuco e publicado no jornal da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe). O texto fazia uma retrospectiva do desenvolvimento econômico de Pernambuco, abordando a interiorização das ações governamentais, os primeiros distritos industriais, a criação da Codene — que posteriormente daria origem à Sudene — e a expansão econômica de municípios do interior.
Para Paula Losada, diretora de Jornalismo do Diario e colunista, Wilson foi uma pessoa especial: "Era muito querido. Uma pessoa divertida e que gostava da boemia".
Além disso, no livro Zé Limeira, Poeta do Absurdo, de Orlando Tejo, Wilson Soares aparece numa relação de jornalistas e intelectuais ligados ao Diario. Tejo o identifica pelo apelido Rato Branco e faz uma referência bem-humorada ao jornalista.