Sushiman é assassinado com tiros na Avenida Norte em Casa Amarela na tarde desta segunda-feira
Crime ocorreu ao lado de uma Academia Recife e motivação ainda é investigada
Um sushiman foi assassinado na Avenida Norte, no bairro de Casa Amarela, nesta segunda-feira (21), por volta das 14h58. Segundo relatos de testemunhas no local, dois homens numa moto desferiram uma saraivada de balas contra Fábio Henrique Alves da Silva, de 44 anos, que passava pelo local onde funciona uma borracharia, ao lado da Academia Recife.
Segundo a perícia criminal, foram identificadas cinco lesões na cabeça da vítima e encontradas 7 cápsulas de munição calibre 38 no entorno do corpo, que permaneceu na via até às 16h29, quando foi removido pelo Instituto de Medicina Legal (IML). A Polícia Militar realizava uma ronda no Morro da Conceição, próximo ao local, quando foi acionada.
“Faziam dois minutos que policiais militares de moto passaram pelo local em ronda. Pela expertise da gente, aparenta um homicídio planejado. Os motociclistas pararam, deram vários disparos rápidos e se evadiram”, comentou um policial militar.
“À tarde costumava sair com o filho dele para passear e à noite trabalhava com sushi. Nunca se envolveu com nada”, comentou o vizinho e amigo Henrique Souza.
O perito apontou que trata de uma arma pistola .38 DPC, um modelo novo fabricado para o mercado brasileiro e que comporta um maior número de balas. “Isso é novo. É a primeira vez que vejo isso”, disse o delegado Fábio Lacerda, do DHPP.
“Ele tinha ido levar a filha de 5 anos na escola e, depois, iria remendar um pneu de bicicleta”, afirmou uma conhecida, que chegou ao local instantes após o homicídio. O corpo ficou estendido na avenida e de bruços.
A perícia criminal chegou ao local por volta das 16h10. Populares afirmam que ele estava fazendo uma caminhada. A vítima estava com tênis de corrida. Ele era viúvo há dois anos e deixa dois filhos, um adolescente de 14 anos e a menina de 5 anos.
“Eu fui criado com ele desde pequeno. Ele nunca usou droga”, comentou um familiar, que pediu para não ser identificado. A irmã da vítima chegou ao local após a retirada do corpo de Fabinho, como era conhecido. Ela desmaiou e foi conduzida por vizinhas.
Apenas uma das faixas da Avenida Norte foi interrompida, no sentido Centro, sem bloquear o fluxo geral.