° / °
Cadernos Blogs Colunas Rádios Serviços Portais

Manifestantes protestam por direito à moradia em frente ao MPPE, no Centro do Recife

Cerca de 150 pessoas que antes ocupavam o imóvel do antigo prédio do Colégio Americano Batista, no Centro do Recife, cobram moradia ao governo do estado

Por Raianne Romão

Grupo ocupava as estruturas do antigo Colégio Americano Batista, na Boa Vista, no Centro do Recife

Manifestantes do Movimento por Teto, Terra e Trabalho (MTT) ocupam a Avenida Suassuna, no bairro de Santo Amaro, área central do Recife, na tarde desta quinta (6). Cerca de 150 pessoas estão em frente à sede do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) para cobrar uma solução para a situação das famílias retiradas da ocupação Papa Francisco, instalada no terreno da antiga Escola Americano Batista.

Um dos coordenadores do movimento, Davi Lira, afirmou ao Diario de Pernambuco que o ato busca abrir um diálogo com o Governo do estado para garantir uma solução definitiva para as famílias que deixaram a ocupação após a desmobilização da área.

"Direito à moradia não se negocia. É um direito constitucional. A gente não está pedindo esmola, não está pedindo favor. A gente quer que o direito à dignidade, à vida e ao teto seja respeitado", afirmou.

Os manifestantes reivindicam que a gestão estadual apresente uma proposta de atendimento às famílias e avance nas negociações para garantir o acesso à moradia digna.

“Eu sei que é um direito nosso, um direito do povo ter a moradia própria. Muita gente ainda não tem. Eu mesmo trabalho, mas o meu objetivo é ter a minha casa própria, como todo trabalhador. É um direito de todos, está na Constituição: direito à moradia, alimentação, qualidade de vida, educação, mas é só no papel, na prática fica muito a desejar. Espero uma resposta positiva”, comentou uma das manifestantes, Givanilda Dantas, de 54 anos.

Segundo apuração do Diario, a coordenação do movimento foi recebida por promotores de justiça e representantes do governo, mas nada foi resolvido.

A equipe de reportagem procurou a Companhia Estadual de Habitação (Cehab) e aguarda retorno.

[Esta matéria está em atualização]