Polícias chamam de fake news anúncios sobre toque de recolher em comunidades do Grande Recife
Forças de segurança disseram que anúncio divulgado pelas redes sociais estão sendo investigados e que o crime organizado tem sido combatido
As polícias Civil e Militar de Pernambuco afastaram, nesta terça-feira (7), os rumores de que facções criminosas tivessem implantado toque de recolher nas comunidades do Grande Recife.
Um suposto anúncio atribuído ao Comando Vermelho (CV), compartilhado no WhatsApp na segunda-feira (6), proibia a circulação de moradores das comunidades de Cajueiro, Campina do Barreto, Peixinhos, Campo Grande, Ilha do Maruim, Chié, Saramandaia, Marezão e Ponte Preta, entre 22h e 5h.
Durante coletiva no Centro Integrado de Comando e Controle Regional (CICCR), no Bairro do Recife, o coronel Jonas Moreno, da Direção de Planejamento Operacional (DPO) da PMPE, afirmou que as informações de recolhimento obrigatório são falsas. "A gente averiguou e realmente isso não é verdade. A Polícia Militar de Pernambuco reforçou as rondas nas áreas citadas para garantir maior tranquilidade para a população".
Ele também cita a Operação Iara, iniciada no final de maio na Comunidade do Detran, no bairro da Iputinga, na Zona Oeste do Recife, como uma ação de enfrentamento ao crime organizado. “A operação Iara tem sido muito exitosa, tivemos várias apreensões de drogas e de armas”, pontua o coronel.
O delegado Ivaldo Pereira, da Diretoria Integrada Especializada (DIRESP), informou que a Polícia Civil de Pernambuco também não valida a informação de toque de recolher e investiga quem está por trás da criação dessas fake news. "Nós estamos trabalhando com o setor de inteligência, com a investigação policial especializada nesse tipo de informação. Tudo que se passa no meio da internet deixa rastros e a gente tem como chegar", esclarece o delegado.
Ele acrescenta que ao receber esse tipo de anúncio, a população ligue para a Polícia Militar através do número 190 e que não repasse o conteúdo recebido. “É importante evitar a propagação porque isso causa um tumulto e só favorece o crime. Muitas vezes esses anúncios não são originários do crime. Ao divulgar está favorecendo pessoas mal-intencionadas. Então a orientação é buscar validar essa informação com a polícia”, instrui o delegado Ivaldo Pereira.