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PF cumpre mandados contra quadrilha que fraudou concursos públicos em Pernambuco e outros estados

A 3ª fase da Operação Chiado, da PF, cumpriu, nesta quarta-feira (1º), oito mandados em Pernambuco e na Paraíba, contra quadrilha responsável por fraudes em concursos públicos em vários estados do Nordeste

Por Carlos Lopes

Policiais federais cumpriram oito mandados nesta quarta (1º)

Um organização criminosa responsável por fraudes em concursos públicos e lavagem de dinheiro foi alvo da 3ª fase da Operação Chiado, da Polícia Federal, nesta quarta-feira (1º).

Segundo a PF, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão domiciliar e pessoal nos municípios do Recife e Paulista, na Região Metropolitana, Goiana e Itaquitinga, na Zona da Mata Norte de Pernambuco, e João Pessoa, na Paraíba.

Além dos mandados, a 4ª Vara Federal da Seção Judiciária de Pernambuco determinou o sequestro e bloqueio de ativos financeiros dos investigados. Os valores são superiores a R$ 1,3 milhão.

Nas fases anteriores da Operação Chiado houve a prisão em flagrante de cinco pessoas.

Elas foram surpreendidas em posse de aparelhos de transmissão de áudio e pontos eletrônicos durante a aplicação das provas para o cargo de assistente em administração da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), em agosto de 2024.

Primeira fase

A primeira fase da operação foi deflagrada no dia 23 de setembro de 2025, quando houve a prisão preventiva do líder da organização criminosa, além da execução do mandado de busca e apreensão em sua residência.

A investigação indicou que a quadrilha tinha uma estrutura hierarquizada e divisão de tarefas, incluindo núcleo responsável pela captação e transmissão ilícita de questões de prova.

Também faziam parte da operação criminosa, conforme a PRF, ‘passadores’ encarregados de ditar respostas aos candidatos remotamente e operadores financeiros utilizados para movimentação e ocultação de valores.

A Polícia estima-se que o grupo tenha fraudado mais de dez concursos federais, estaduais e municipais, em vários estados do Nordeste.

Os envolvidos com a organização criminosa, dependendo de cada caso, responder pelos crimes de participação em Organização Criminosa, Fraudes a Certames de Interesse Público e Lavagem de Ativos.

As penas, em caso de condenação, podem alcançar até 24 anos de prisão.

A PF informou que as investigações seguem em andamento e que os fatos ainda estão sob apuração.