Escola de Aplicação do Recife tem 3° melhor desempenho entre instituições públicas do país no ENEM 2025
Com nota média de 713,28 no ENEM 2025, a Escola de Aplicação do Recife (EAR) foi a terceira instituição pública com melhor desempenho em todo o Brasil. A posição no ranking geral foi 77°
A Escola de Aplicação do Recife (EAR), ligada à Universidade de Pernambuco (UPE), teve a terceira maior nota no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025 entre todas as instituições públicas do Brasil. A pontuação média de 713,28 no ENEM posicionou, ainda, a EAR entre os 100 melhores desempenhos do país no certame.
No ranking geral brasileiro, composto por unidades de ensino públicas e privadas, a Escola de Aplicação ficou em 77° lugar. Todas as informações são dos microdados do ENEM 2025 do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
“Recebemos esse resultado com muita alegria, orgulho e senso de responsabilidade. Mais do que um excelente desempenho no Enem, representa o compromisso coletivo de estudantes, professores, técnicos, demais servidores, famílias e equipe gestora com uma educação pública de excelência. É a confirmação de um trabalho construído diariamente”, destaca a gestora do EAR, Clarissa Rocha.
Desempenho estadual
Em Pernambuco, a unidade de ensino também figurou entre as melhores instituições: 1º lugar entre as escolas públicas estaduais e 5º lugar entre as escolas públicas e privadas.
As médias obtidas pelos estudantes da escola foram: 643,8 pontos em Linguagens; 654,4 em Ciências Humanas; 648,2 em Ciências da Natureza; 791,6 em Matemática; 828,3 em Redação.
As pontuações renderam a média geral de 713,3. A nota representa um aumento de 38,5 pontos em relação à média obtida em 2024 pela EAR.
Método
A gestora Clarissa Rocha destaca que os resultados são frutos de um projeto "sólido e consistente", que é realizado há décadas.
Segundo ela, as dinâmicas de ensino envolvem simulados, resolução de questões, aulões e parcerias com cursos preparatórios, fortalecendo as competências exigidas pelo Enem e pelos vestibulares.
“Destacam-se o corpo docente altamente qualificado, o acompanhamento permanente da aprendizagem e o incentivo à participação em olimpíadas do conhecimento nas mais diversas áreas, projetos de pesquisa, feiras científicas, mostras acadêmicas e atividades de extensão”, acrescenta.
Para ela, outro diferencial do trabalho da EAR é a parceria estabelecida entre escola e família. Clarissa explica que o incentivo e o acompanhamento dos pais e responsáveis fazem grande diferença na trajetória dos estudantes.
Escola de Aplicação do Recife
Ligada à Universidade de Pernambuco (UPE), a Escola de Aplicação do Recife foi instituída em 1984 e está localizada no campus da Faculdade de Administração (FCAP), no bairro de Benfica, Zona Norte da capital pernambucana.
O ingresso de novos estudantes ocorre por meio de uma seleção pública voltada para duas séries específicas: 6º Ano do Ensino Fundamental e 1º Ano do Ensino Médio. Atualmente, 240 alunos são matriculados na EAR, de acordo com a gestora.
Clarissa conta que o processo seletivo identifica estudantes “aptos a acompanhar uma proposta pedagógica exigente”, mas que o que diferencia a Escola de Aplicação é a formação do aluno.
“Os estudantes são continuamente estimulados por práticas pedagógicas inovadoras, acompanhamento sistemático da aprendizagem, incentivo à pesquisa científica, participação em olimpíadas, atividades culturais, projetos de extensão e diversas oportunidades de protagonismo estudantil”, comenta.
O sucesso no Enem 2025 não é o teto do trabalho da EAR, diz Clarissa. Para o futuro, a expectativa é de evolução.
A partir do diagnóstico na última edição do ENEM, ela fala que o atual objetivo é fortalecer a área de Linguagens, buscando maior equilíbrio entre todas as áreas do conhecimento e elevando o desempenho geral dos estudantes.
“Nosso compromisso é com a melhoria contínua. Seguiremos investindo na formação integral dos nossos estudantes, desenvolvendo competências acadêmicas, pensamento crítico, ética, protagonismo e compromisso com a transformação da sociedade”, finaliza a profissional da educação.