Seca e calor: entenda efeitos do El Niño, que pode afetar Pernambuco em breve
O El Niño é um fenômeno climático que pode intensificar o quadro de secas e aumento de temperaturas
O El Niño pode ter efeitos em Pernambuco já neste mês de julho, e o de maior risco é a seca. O aumento de temperaturas também é outra consequência.
O conhecido El Niño é um fenômeno climático natural que acontece com uma frequência de dois a sete anos. Conforme antecipado pelo Diario de Pernambuco, há chances de este ano o quadro ser “superforte”, o que intensifica os impactos.
O El Niño “superforte” aconteceu em três vezes no Brasil: entre os anos de 1982-83; 1997-1998; e 2015-2016, quando as anomalias ultrapassaram 2 graus. Nas ocasiões, a região Nordeste foi acometida por secas intensas.
Impactos
Os efeitos são decorrentes das condições de formação do fenômeno: o aquecimento das águas superficiais do Oceano Pacífico tropical, o que influencia diretamente na circulação atmosférica global, fazendo com que as chuvas sejam diminuídas nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, incluindo Pernambuco.
Apesar de já ter início favorável para o próximo mês, o pico do fenômeno deve ser no fim deste ano e no início do próximo, entre novembro e janeiro, coincidindo com o verão brasileiro, segundo a Agência Pernambucana de Águas e Clima (APAC).
Outras consequências são o crescimento de casos de doenças diarreicas e arboviroses durante o El Niño, em função do calor e da escassez e armazenamento urgente de água. O calor também representa riscos para a hidratação, especialmente de idosos e crianças.
Orientações e cuidados
Diante da possibilidade do El Niño superforte, é importante manter a cautela no planejamento, avalia a APAC.
A população deve estar atenta aos cuidados com a saúde, como evitar a exposição prolongada direta ao sol e manter a hidratação constante.
Apesar do quadro de seca que tem grande possibilidade de se configurar, as recomendações das autoridades, como a Defesa Civil, a APAC e as prefeituras, devem ser seguidas.
Segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), o estado monitora cenários de cheias e secas por meio de um programa específico chamado VigiDesastres. No entanto, os municípios devem criar próprios planos de contingência locais, de acordo com as respectivas vulnerabilidades.