Mês de maio encerra com Lua Azul e microlua
Apesar de não mudar de cor, Lua Azul é o nome dado à segunda lua cheia registrada no mesmo mês
Para os amantes da Lua, o mês de maio vai encerrar com um presentão. No dia 31, acontecerá a chamada Lua Azul, nome dado à segunda lua cheia registrada no mesmo mês. Apesar da denominação, não há qualquer mudança na cor do satélite natural da Terra.
Quem quiser ter uma experiência diferenciada poderá observar o fenômeno no Observatório do Alto da Sé, em Olinda. O local funciona das 16h às 20h e é aberto ao público.
A melhor oportunidade para observar o fenômeno começa no nascer da Lua, na noite de 30 de maio. Como ocorre em toda Lua Cheia, o satélite surge no horizonte ao entardecer, no momento em que o Sol se põe, permanecendo visível durante toda a noite e se despedindo do céu ao amanhecer.
No mesmo dia, a Lua também estará no ponto mais distante da Terra. Isso faz com que ela apareça no céu um pouco menor e menos brilhante, sendo então chamada de microlua.
A ocorrência de duas luas cheias no mesmo mês só é possível porque o intervalo entre duas luas cheias dura, em média, cerca de 29,5 dias. Assim, quando uma lua cheia ocorre no primeiro ou no segundo dia do mês, existe a possibilidade de o ciclo se completar antes do seu término. Em média, esse fenômeno acontece a cada dois ou três anos.
Lua Azul
O termo Lua Azul teria surgido em obras literárias britânicas do início do século 19, que descreviam, de forma poética, o raro fenômeno de observar a Lua com coloração azulada em razão da presença de partículas provenientes de erupções vulcânicas na alta atmosfera.
Sem uma explicação aparente, fazendeiros dos Estados Unidos de origem britânica passaram a utilizar a expressão para designar a 13ª lua cheia de um ano.
Na prática, a Lua só adquire uma coloração azulada em situações atmosféricas extremas, como após grandes erupções vulcânicas ou incêndios florestais de grande escala, que lançam partículas na atmosfera capazes de filtrar mais a luz vermelha do que as demais cores.