Médico fala sobre bebê GIG nascido no Recife: "Surpresa para todo mundo"
O médico explicou ainda que, embora fatores genéticos, como pais de estatura alta, possam influenciar o tamanho do bebê, o principal fator associado aos casos é o descontrole da diabetes durante a gravidez.
Após a chegada do bebê Raul, que chamou atenção ao nascer com mais de 5 kg no Hospital da Mulher do Recife (HMR), o ginecologista e obstetra Ricardo Baracho, responsável pelo parto, compartilhou bastidores do caso.
Em vídeo publicado pela Secretaria de Saúde da cidade, ele explica o que caracteriza um bebê GIG (Grande para a Idade Gestacional) e alerta para a diabetes gestacional, apontada como a principal causa da condição.
Segundo o especialista, a mãe de Raul, Eide Oliveira Dias, deu entrada na unidade com outra queixa. "Descobrimos que ela tinha diabetes e decidimos interná-la", explicou. Diante do quadro, a equipe optou pela indução do parto ao atingir a 39ª semana de gestação, período considerado ideal para esse tipo de acompanhamento.
“Quando nasceu foi uma surpresa para todo mundo. Realmente veio uma criança grande, veio um feto GIG com um peso de 5 quilos e 420 gramas”, relatou o obstetra.
O médico explicou ainda que, embora fatores genéticos, como pais de estatura alta, possam influenciar o tamanho do bebê, o principal fator associado aos casos é o descontrole da diabetes durante a gravidez.
"A principal causa realmente é a diabetes, o sinal de descompensação da diabetes. Tanto a diabetes prévia, tipo 1 ou tipo 2, quanto a diabetes gestacional, quando não estão compensadas, podem provocar uma macrossomia fetal", afirmou.
Segundo Baracho, o nascimento de um bebê desse porte exige atenção redobrada logo após o parto. "Depois que nasce, ele corre maior risco de hipoglicemias e distúrbios metabólicos. Então é um bebê que precisa de maior vigilância, principalmente nas primeiras horas pós-parto", destacou.
Na legenda da publicação, a Secretaria de Saúde reforçou a importância do pré-natal, definido como “uma forma de orientar e cuidar da gestação com atenção e segurança, ajudando a identificar possíveis condições e tornando o caminho até o nascimento mais tranquilo e protegido para toda família”.
O obstetra também ressaltou a importância de exames como a glicemia de jejum e o Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG), conhecido como "teste da garapa", para identificar casos de diabetes gestacional durante a gravidez.
“Existem medicações que podem ser feitas também durante o pré-natal. Dá para ser feito o controle, e a paciente e o bebê ficam bem”, concluiu.