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Prédio da Sudene: lançada licitação para obras do Parque.Tec UFPE

Edifício Celso Furtado, mais conhecido como Prédio da Sudene, receberá a sede do Parque.Tec da UFPE, incluindo a Incubadora, ambiente de coworking, laboratório de inovação em Saúde Digital, salas para startups e empresas âncoras e um auditório modular

Por Diario de Pernambuco

Edifício Celso Furtado, mais conhecido como Prédio da Sudene

Foi lançada a licitação das obras da futura sede do Parque.TeC UFPE no Edifício Celso Furtado, conhecido como Prédio da Sudene, na Cidade Universitária, zona oeste do Recife.

Nessa primeira etapa, serão recuperados três andares da Torre Norte do prédio, que vão abrigar a sede do Parque.TeC, incluindo a Incubadora, ambiente de coworking, laboratório de inovação em Saúde Digital, salas para startups e empresas âncoras e um auditório modular.

O anúncio da licitação ocorreu durante o VI Programa de Formação de Startups da Incubadora do Parque.TeC, na última quarta-feira (20), do qual participaram o vice-reitor Moacyr Araújo, o pró-reitor de Pesquisa e Inovação da Universidade (Propesqi), Pedro Carelli, dirigentes do Parque.TeC e representantes das novas incubadas.

O projeto “Implantação do Parque Tecnológico da Universidade Federal de Pernambuco - Parque.TeC UFPE” recebeu investimento da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), do Governo Federal, no valor de R$ 9,6 milhões, a partir do Edital de Apoio a Parques Tecnológicos em Implantação e em Operação.

Segundo o pró-reitor de Pesquisa e Inovação da Universidade, Pedro Carelli, “uma parte importante do trabalho da Propesqi tem sido o esforço de captação de recursos para viabilizar projetos estratégicos para o desenvolvimento da UFPE”.

“Esse projeto de implantação de um ambiente de inovação destinado à geração de empresas de base tecnológica e científica a partir das pesquisas da UFPE tem o potencial de gerar um retorno extraordinário de relevância social e econômica da nossa universidade”, destaca ele.

Entre a captação dos recursos e o atual lançamento houve o processo de tombamento do Edifício Celso Furtado, o que trouxe novos requisitos para o projeto que foram aprovados pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe).

A partir da publicação da licitação, a Fundação de Apoio ao Desenvolvimento da UFPE (Fade-UFPE) conduzirá o processo de seleção e contratação das propostas que acontecerá ao longo dos próximos meses.

Nas próximas etapas de ocupação do Edifício Celso Furtado, serão instalados projetos ligados ao Parque.TeC UFPE e financiados por projetos complementares já captados junto à Finpe: o TeC.Maker (laboratório de prototipagem), o Centro de Bionegócios da Caatinga e o Instituto Quanta-UFPE.

Histórico

O prédio foi inaugurado em 8 de janeiro de 1974 a fim de abrigar a sede da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), na Cidade Universitária.

Em 2001, o órgão foi extinto e, seis anos depois, o edifício passou a abrigar outras instituições públicas.

No dia 5 de dezembro de 2017, o considerado maior prédio da União (área construída de 72.704,81 m²) foi integrado à Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

A cessão do imóvel foi assinada em reunião entre o então reitor da universidade, Anísio Brasileiro, e o representante da Superintendência do Patrimônio da União (SPU), responsável pela edificação desde que a Sudene foi extinta.

O encontro formalizou uma declaração de escritura pública de doação do imóvel que havia sido firmada antes mesmo da construção do prédio, em 1967, e que já previa a reversão do espaço para UFPE caso não estivesse sendo mais utilizado pela Sudene.

Símbolo

O prédio é considerado um dos símbolos mais representativos da arquitetura moderna brasileira, com traços marcantes de adaptação inteligente ao clima, eminentemente quente, da capital pernambucana.

A opção pelo uso de combogós e a curvatura do edifício buscam maximizar a ventilação natural e o controle da iluminação solar. A construção tem assinaturas de personalidades importantes das artes visuais e arquitetônicas do Brasil, como Francisco Brennand (ceramicas), e o paisagista Roberto Burle Marx.

O edifício tem a assinatura dos arquitetos Pierre Reithler, Ricardo Couceiro, Paulo Roberto de Barros e Silva e Maurício do Passo Castro.