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Parte do muro da mansão da família Harley Lundgren desaba no Recife

Moradores que passam pela Av. Padre Roma já haviam denunciado o risco. No casarão, morava Helena Harley, filha do fundador da fábrica de tecidos que deu origem às Pernambucanas

Por Diario de Pernambuco

O casarão da família Lundgren Harley é classificado pela Prefeitura do Recife como Imóvel de Preservação de Área Verde (IPAV).

Parte do muro da mansão histórica da família Harley Lundgren desabou na Avenida Padre Roma, no Parnamirim, Zona Norte do Recife. Segundo informações extraoficiais, a queda aconteceu no fim de semana passado.

A reportagem do Diario de Pernambuco foi até o casarão nesta quarta-feira (13), e viu trabalhadores reconstruindo a estrutura. Outra parte do muro está isolada por faixas e sustentada por uma viga de madeira.

O risco de queda do muro já havia sido alertado por moradores do bairro e transeuntes que passam pela calçada do imóvel, localizado próximo ao Hospital Correia Picanço, há duas semanas. Os denunciantes chegaram a confeccionar placas para avisar do perigo.

Na data, de acordo com um morador que não quis se identificar, o imóvel estava vazio. A Defesa Civil do Recife informou ao Diario que uma equipe esteve no local e constatou que os responsáveis pelo imóvel já estão fazendo a reconstrução muro. 

Ainda de acordo com a nota enviada nesta quarta (13), o órgão municipal destacou que o trecho afetado está isolado e os técnicos solicitaram que seja colocado tapumes. 

O casarão pertenceu a Helena, filha de Arthur Herman Lundgren, fundador da fábrica de tecidos que funcionou no município de Paulista, na Região Metropolitana, e que deu origem às Casas Pernambucanas.

Recentemente, a família Lundgren voltou aos holofotes com o lançamento de uma série denominada “O Testamento de Anita Harley” – que fala, justamente, da herdeira das Casas Pernambucanas.

O casarão da família Harley Lundgren é classificado pela Prefeitura do Recife como Imóvel de Preservação de Área Verde (IPAV).

Segundo a lei municipal 16.284/1997, essa classificação exige que o proprietário do imóvel proteja, no mínimo, 70% da área verde cadastrada.

Apesar da classificação, o casarão não é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional (Iphan).

 

Nota da Defesa Civil

A Defesa Civil do Recife compareceu ao local, na manhã desta quarta (13), e constatou que os responsáveis pelo imóvel já estão fazendo a reconstrução do muro. O trecho afetado está isolado e os técnicos solicitaram que seja colocado tapume. Relatório com as recomendações será encaminhado à Secretaria Executiva de Controle Urbano (Secon) para notificação dos proprietários.