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Paulista registra eclosão recorde de tartarugas-de-pente em único ninho

A eclosão recorde de 158 filhotes de tartarugas-de-pente em único ninho aconteceu nesta terça (5), no Pontal de Maria Farinha, em Paulista, na Região Metropolitana

Por Diario de Pernambuco

Eclosão recorde em Paulista aconteceu no Pontal de Maria Farinha

O município de Paulista, na Região Metropolitana do Recife, registrou, nesta terça-feira (5), uma eclosão recorde de 158 filhotes de tartaruga-de-pente a partir de único ninho.

A ação é acompanhada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMMA), por meio do Núcleo de Sustentabilidade Urbana (NSU), que realiza monitoramento diário ao longo do litoral.

A eclosão aconteceu no Pontal de Maria Farinha, que conforme a bióloga Rayza Brasileiro apresente apresenta características mais favoráveis, como uma maior faixa de areia e uma menor incidência de iluminação artificial, condições que proporcionam uma reprodução bem-sucedida.

Segundo a SEMMA, dos 50 ninhos descobertos, restam 17 para eclosão, sendo oito em Enseadinha, cinco em Maria Farinha, três no Pontal e um no Janga.

O monitoramento contínuo é apontado pela Secretaria como ferramenta essencial para a conservação das tartarugas marinhas, permitindo o acompanhamento do comportamento reprodutivo e dos desafios enfrentados pelas espécies ao longo do litoral da cidade.

Esse trabalho se faz ainda mais necessário, especialmente diante de problemas como a poluição luminosa, as ocupações desordenadas, as redes de pesca, o excesso de lixo e o pisoteio de ninhos.

Esses fatores, muitas vezes provocados pela ação humana, impactam a sobrevivência dos animais e dificultam o ciclo reprodutivo, comprometendo a desova, o nascimento e a chegada dos filhotes ao mar.

“Nesse cenário, o monitoramento atua não apenas na proteção direta dos ninhos e indivíduos, mas também como uma importante ferramenta de educação ambiental”, destaca a bióloga.

“A conscientização da população é fundamental para promover mudanças de hábitos e reduzir os impactos negativos. Informar, sensibilizar e envolver a comunidade são passos essenciais para garantir a conservação dessas espécies”, complementa.

Raiza lembra que a proteção das tartarugas marinhas também está diretamente ligada à manutenção do equilíbrio dos ecossistemas costeiros e marinhos.