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Afastados por envolvimento na morte de jovem que furou blitz, PMs passam por 1ª audiência nesta segunda

Afastados, os policiais envolvidos no caso da morte de Lucas Brendo, de 29 anos, passam pela primeira audiência nesta segunda (20). Também serão ouvidos testemunhas e sobreviventes que estavam em carro que furou blitz em julho de 2025, em Jaboatão dos Guararapes

Por Nicolle Gomes

Lucas Brendo, de 29 anos, jovem que morreu após carro em que estava furar blitz

Três policiais militares réus pela morte de Lucas Brendo, de 29 anos, passam pela primeira audiência de instrução e julgamento nesta segunda (20), no Fórum de Jaboatão dos Guararapes, do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), no Grande Recife.

Os PMs do Batalhão de Policiamento de Trânsito (BPTran) da Polícia Militar de Pernambuco (PMPE) respondem por homicídio e tentativa de homicídio, após atirarem contra um carro que furou uma blitz em julho do ano passado, e estão afastados das ruas pelo menos desde o final do ano passado.

Os réus são os agentes Ewerton Luiz Dionisio Da Costa, de 42 anos, Helama Pimentel Santos, de 38, e Mauricio Lopes De Menezes Neto, 45. Responsável pela acusação, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) solicitou que eles fossem retirados dos serviços operacionais em 19 de dezembro de 2025. O pedido foi cumprido pela Corregedoria da PM.

Nos autos, a defesa dos acusados afirma que eles já estariam afastados desde o dia dos fatos e teriam entregado voluntariamente as armas ao comandante do batalhão. Todos alegam inocência.

“Os meninos são trabalhadores, tinham carteira assinada. Inclusive, o Lucas Brendo, que faleceu, tinha sido promovido na empresa, namorava com uma menina há nove anos, noivou. Dois rapazes trabalhavam na mesma empresa. Foi uma fatalidade, e quando os policiais perceberam que eram cidadãos apareceram duas armas na delegacia. A gente está nessa expectativa para se fazer justiça, para que se restabeleça a verdade”, disse o advogado da família de Lucas Brendo, Ernesto Felipe, ao Diario.

Relembre

Lucas Brendo, de 29 anos, morreu após ser atingido por um tiro nas costas, na noite de 11 de julho de 2025. Ele e mais três amigos voltavam de uma partida de futebol em um carro que furou uma blitz do Batalhão de Policiamento de Trânsito (BPTran) da Polícia Militar de Pernambuco (PMPE), na Estrada da Batalha, em Jaboatão dos Guararapes.

Segundo o condutor do veículo, Tiago Felipe da Silva, de 25 anos, a ordem de parada foi desobedecida pois o carro estava com o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) atrasado. No banco do passageiro, estava Samuel Norberto Bezerra da Silva, de 23 anos. Nenhum dos dois foi atingido.

Lucas Brendo estava na parte traseira do veículo junto com Lucas Ricardo da Silva, de 26 anos, que também foi atingido por um dos disparos na região da coluna. Ele ainda não voltou a andar e precisa de cadeira de rodas para se locomover.

À época, os policiais afirmaram que abriram fogo contra o carro pois os passageiros do veículo teriam atirado primeiro contra os agentes. A versão é contestada pelos sobreviventes e pela família de Lucas Brendo, que afirmam que não havia armas no carro.

No dia 14 de julho, a PM informou que tinha encontrado armas no carro e que os jovens teriam efetuado disparos na equipe do batalhão. No dia seguinte, a Secretaria de Defesa Social (SDS) informou que a corregedoria-geral estava investigando o fato.

Em 19 de dezembro, Ewerton Luiz Dionisio Da Costa, Helama Pimentel Santos, e Mauricio Lopes De Menezes Neto foram afastados das operações na Polícia Militar.