° / °
Cadernos Blogs Colunas Rádios Serviços Portais

Defesa Civil começa a retirar entulhos e objetos da área desabamento de casarão no Centro do Recife

O pessoal da defesa Civil levou entulhos e restos de materiais, como caixas de cerveja de um bar, para um terro que fica ao lado do casarão, para um terreno ao lado. Equipes também pretendem retirar famílias que ainda estão na área

Por Diario de Pernambuco

Pessoal da Defesa Civil do Recife retirou materiais da área do casarão que desabou no PIlar

A Defesa Civil do Recife deflagrou, nesta quarta-feira( 8), uma operação para retirar os escombros do casarão que desabou na comunidade do Pilar, no Centro do Recife, na segunda (6), deixando dois mortos e dois feridos.

Os técnicos chegaram cedo ao local para começar também a retirar famílias que ainda vivem no local e comerciantes que têm estabelecimentos na área isolada após a tragédia.

Até o início da tarde desta quarta, no entanto, nenhuma mudança tinha sido realizada.

Uma das comerciantes que deve deixar a área alegou que precisava resolver questões do aluguel da casa onde vai passar a morar

Por volta das 14h, o pessoal da defesa Civil levou entulhos e restos de materiais, como caixas de cerveja de um bar, para um terro que fica ao lado do casarão.

A área do casarão foi considerada de alto risco de desabamento. Até esta quarta, a defesa Civil não tinha informado se vai haver demolição do que sobrou dos muros do imóvel.

Tragédia

O desabamento aconteceu na noite da última segunda-feira (6), por volta das 20h, em um imóvel localizado nas proximidades do cruzamento das ruas Bernardo Vieira de Melo e do Ocidente.

A estrutura, utilizada como ocupação irregular, pertence à rede privada e já apresentava comprometimento estrutural.

Duas pessoas morreram no local: Simone Maria de Oliveira, de 56 anos, e Fabiano Lourenço de Araújo, de 45.

Outras duas vítimas, Ana Carolina da Costa Silva, de 31 anos, e Sidclei de Oliveira, de 29, foram resgatadas dos escombros e encaminhadas para o Hospital da Restauração, com politraumatismo. Segundo a unidade de saúde, ambas seguem internadas com quadro estável.

Avaliação

“A estrutura já foi avaliada e está classificada como de risco muito alto. A recomendação é a desocupação imediata de toda a área”, afirmou a gerente geral de Atenção Social da Defesa Civil do Recife, Gisele Vieira.

Para viabilizar a retirada, a Prefeitura do Recife montou uma operação com três caminhões, equipes operacionais e um espaço destinado ao armazenamento dos pertences das famílias.

“Hoje a prefeitura está com caminhões, equipe operacional e um local para guardar os pertences das famílias. A gente está fazendo essa retirada com acompanhamento técnico, avaliando os trechos mais críticos”, explicou Gisele.

A ação também contempla moradores que estavam abrigados provisoriamente em uma creche próxima, utilizada como ponto de apoio após o desabamento.

Essas famílias estão sendo transferidas para um equipamento institucional do município, enquanto outras buscam alternativas por conta própria, como casas de parentes ou aluguel na própria comunidade.

Desde a noite do acidente, a Defesa Civil identificou 33 responsáveis por imóveis na área, entre moradores e comerciantes, além de 34 imóveis. O número inclui pessoas que não estavam presentes no momento do desabamento e foram localizadas posteriormente.
A retirada dos pertences ocorre de forma controlada e com acompanhamento técnico, devido ao risco estrutural.

“A gente vai avaliar cada trecho antes da retirada. Nos locais mais críticos, só será permitida a retirada de itens essenciais e de maior valor”, destacou a gerente.

Todos os imóveis foram interditados, tanto na área interna do casarão quanto no entorno. Após a desocupação total, o perímetro será isolado como medida de segurança.
“Depois que a gente retirar todas as famílias, vamos fazer o isolamento da área para evitar novos acidentes”, completou.

Não há prazo definido para demolição da estrutura, uma vez que o imóvel é de propriedade privada e o caso está sob análise judicial. Até lá, as ações do poder público se concentram na proteção das pessoas e na prevenção de novos desabamentos.

A recomendação da Defesa Civil é clara, ninguém deve permanecer na área.