Patinetes elétricos do Recife têm regras: só para maiores de 18 anos e sem "garupa"
Recife lançou um novo serviço de patinetes elétricos há duas semanas. Apesar de flagrantes de mau uso dos equipamentos, eles possuem regras específias
Apesar dos flagrantes de mau uso do novo serviço de patinetes elétricos do Recife, os equipamentos devem ser utilizados conforme algumas regras específicas. A novidade está disponível desde o dia 22 de março na capital pernambucana.
Segundo a Prefeitura do Recife, as principais regras de uso da JET são:
- ser maior de 18 anos, com cadastro validade via aplicativo
- utilizar o patinete individualmente
- conduzir o equipamento sem estar sob efeito de álcool ou drogas
- não ultrapassar 20km/h – nas áreas de pedestres a velocidade é limitada a 6 km/h
Também é preciso desmontar e empurrar o patinete ao cruzar faixas de pedestres, além de ser obrigatório estacionar apenas nas áreas indicadas no app e fotografar para finalizar.
Outras normas são: não trafegar em rodovias, calçadas (salvo se permitido) e não abandonar o patinete em locais que atrapalhem o tráfego.
A Autarquia de Trânsito e Transporte Urbano do Recife (CTTU) informa que a circulação em ciclofaixas e ciclovias segue as regras previstas na resolução nº 996/2023 do Conselho Nacional de Trânsito. Os patinetes elétricos do Recife, que estão com velocidade limitada a 20 km/h no período de testes, podem circular em ciclovias, ciclofaixas, ciclorrotas e vias com velocidade de até 40 km/h.
O uso de equipamentos de segurança, como capacetes não é obrigatório para esse tipo de meio de deslocamento, mas é recomendado, ainda conforme orienta a CTTU.
Em caso de descumprimento das regras, denúncias podem ser feitas pelos próprios aplicativos das operadoras ou pela ouvidoria da Prefeitura do Recife, por meio do Conecta Recife.
Período de teste
Nesta fase inicial da implementação no Recife, o sistema conta com cerca de 90 pontos de estacionamento distribuídos em bairros estratégicos, como Bairro do Recife, Boa Viagem, Pina, Santo Antônio, São José, Boa Vista, Santo Amaro, Graças, Aflitos, Espinheiro, Casa Forte, Santana, Poço da Panela, Parnamirim, Jaqueira, Torre, Madalena, Derby e Paissandu.
Ao todo, a operação poderá chegar a mais de mil patinetes em circulação, segundo a operação do serviço, feita pelas empresas Jet e Whoosh, selecionadas por meio do EITA! Labs.
O uso funciona por aplicativo. Os usuários podem localizar os patinetes disponíveis, desbloquear os equipamentos via QR Code e realizar o pagamento diretamente na plataforma. Ao final do trajeto, os veículos devem ser estacionados em pontos autorizados.
O investimento varia de acordo com a empresa escolhida e o tempo de utilização. Os preços partem de R$ 0,63 por minuto, com opções de pacotes a partir de R$ 13,00 por 20 minutos.
A implantação será acompanhada continuamente pela Prefeitura ao longo de 12 meses. Durante esse período, serão avaliados o comportamento dos usuários, os impactos na mobilidade urbana e a eficiência do modelo, permitindo ajustes e aprimoramentos na operação.
Mau uso
O Diario de Pernambuco noticiou, na última semana, vídeos que circulam nas redes sociais mostram o mau uso do equipamento pela população.
Em uma das imagens, é possível ver um patinete largado na rua, faltando a bateria. A reportagem do Diario procurou a Prefeitura do Recife (PCR) para falar sobre esses casos.
Segundo a gestão, por se tratar de uma operação recente, ainda em fase inicial, não há registro consolidado de dados sobre o número de ocorrências de abandono ou vandalismo dos patinetes.
O modelo de patinetes adotado no Recife prevê uma “série de medidas preventivas, tecnológicas e educativas”, informou a PCR. Entre elas, estão a geolocalização, que permite o monitoramento em tempo real, o controle das áreas de circulação e a limitação de velocidade em locais específicos.
A Prefeitura informou, também, que em áreas não autorizadas para circulação, o próprio sistema reduz automaticamente a velocidade do equipamento, podendo até a impedir a continuidade da viagem. Além disso, o encerramento das viagens só é permitido em pontos autorizados.
Outras questões fora do aspecto tecnológico que limita a utilização do equipamento, no entanto, dependem de fiscalização da Prefeitura.