Dona Quitéria saiu de Paulista, debaixo de temporal, rumo à Via Sacra: "Jesus sofreu por nós, por que nós não podemos fazer o sacrifício?"
Moradora de Paulista, dona Quitéria cumpriu seu exercício de fé ao enfrentar o temporal que desabou sobre a Região Metropolitana, cedinho da manhã, a fim de chegar à Basílica da Penha, no centro do Recife, para celebração da Via Sacra
A Via Sacra, que representa a dor, o sacrifício, o amor incondicional de Jesus, carregando a pesada cruz até o seu calvário, foi celebrada nesta quarta-feira (1), na Basílica da Penha, no bairro de São José, no Recife.
Dentre os fiéis presentes, dona Quitéria Ramalho, de 75 anos. O significado, em pessoa, da celebração.
Ela saiu de Paulista, cedinho da manhã, debaixo de um temporal, e fez o longo, e alagado, trajeto até o centro do Recife.
“Jesus sofreu por nós, por que nós não podemos também fazer o sacrifício?”, questionou.
“Eu saí de casa cedo, embaixo da chuva, para reconhecer o que Ele passou por nós. Todo ano eu venho participar da celebração”, contou a fiel.
A chuva na Região Metropolitana, da madrugada e manhã desta quarta-feira, não foi uma provação apenas para dona Quitéria.
Pela primeira vez, em 27 anos, a celebração da Via Sacra, que percorre as ruas do bairro de São José, foi realizada dentro da Basílica da Penha devido às chuvas.
“Aqui, na igreja, ficou mais cômodo, na rua é mais sacrifício. Eu ainda preferia na rua, mas manteve a emoção“, contou ao Diario.
Após o fim da Via-Sacra da Fraternidade, a Santa Missa foi celebrada pelo arcebispo de Olinda e Recife, Dom Paulo Jackson, também na Basílica da Penha.