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Incêndio no Ignêz Andreazza: perito diz que apartamento no Recife onde irmãos morreram é "imorável"

Entulhos e materiais no imóvel podem ter contribuído para o incêndio; causa ainda é investigada

Por Cadu Silva e Milena Galvão

Grades do condomínio isoladas por fita de segurança após o incêndio no Conjunto Ignêz Andreazza, na Zona Oeste do Recife

O apartamento atingido por um incêndio no Conjunto Ignêz Andreazza, em Areias, na Zona Oeste do Recife, foi classificado como “imorável” pelo perito André Amaral. Em entrevista à TV Guararapes, ele disse que a grande quantidade de entulhos e equipamentos eletrônicos no imóvel pode ter contribuído para a rápida propagação das chamas.

“Tinha muita coisa no apartamento. Pode ter sido qualquer uma [a causa do incêndio]. A casa é imorável”, afirmou.

No incêndio, dois irmãos, de 9 e 11 anos, morreram. As crianças foram encontradas carbonizadas, próximas à janela do quarto, de acordo com a perícia.

Outros três familiares, o pai, a mãe e o avô, ficaram feridos e foram socorridos para o Hospital da Restauração (HR), no bairro do Derby, na área central da cidade.

As causas do incêndio ainda são desconhecidas e seguem sob investigação.

O Conjunto

Considerado o maior conjunto residencial da América Latina, o Ignêz Andreazza foi construído em 1983.

Ele abriga mais de 11 mil moradores distribuídos em 2.464 apartamentos em 176 prédios divididos em 23 grandes blocos residenciais.