Ataque a escola em Pernambuco: "Foi um grito de pavor", diz vizinha da unidade de ensino
Moradora da área da unidade, Angélica Maria afirmou, em entrevista ao Diario, horas após a agressão, nesta segunda (16), que estava colocando roupas no varal de casa, quando ouviu um grito, nesta segunda (16)
O ataque ocorrido na Escola Estadual de Referência Cristiano Barbosa e Silva, em Barreiros, na Mata Sul de Pernambuco, assustou os vizinhos.
Moradora da área, Angélica Maria afirmou, em entrevista ao Diario, horas após a agressão, nesta segunda (16), que estava colocando roupas no varal de casa, quando tudo aconteceu. “Ouvi um grito de pavor mesmo”.
No início da manhã, antes das aulas começarem, um garoto de 14 anos esfaqueou três colegas, de 12 e 13 anos. Uma está internada e outras duas tiveram alta.
Apreendido logo após o ataque, o jovem foi levado para uma outra cidade na região, por questão de segurança.
Ainda segundo Angélica, logo depois do ataque, crianças correram, querendo entrar nas casas da região. “Eu só vi mesmo aquele fuzuê”.
A vizinha, uma das poucas pessoas na área que aceitou conceder entrevista, contou também que a escola funciona há muito tempo no local e nunca tinha registrado um fato desses.
“Foi a primeira vez, nunca tinha acontecido. Existem situações que são resolvidas dentro da escola, coisas pequenas, né? Mas nessa proporção nunca tinha acontecido. Foi a primeira vez”, acrescentou.
Para ela, é um fato que choca, por envolver adolescentes.
“E todos os familiares e parentes ficam meio assustados. Assim como aconteceu um caso que n]ao houve vítima fatal, poderia ter acontecido. É a preocupação de todos, tanto da escola como dos familiares e a gente que mora aqui, a redor da escola”.
Angélica afirmou que é preciso refletir sobre o caso desta segunda.
“São pessoas que estão começando a criar esse senso de moralidade para poder chegar a ser adultos melhores. A educação vem para que se formem pessoas de boa índole. Mas as coisas acontecem assim de uma forma tão repetida que a gente não sabe nem explicar”, afirmou.
Sobre a criminalidade na área da escola, a mulher afirmou que vive em um “bairro tranquilo”.
“A gente não tem o que se queixar aqui o que foi falado ali pra gente foi que ele vinha sofrendo bullying Exatamente, a história é essa, disse que ele vinha sofrendo bullying e não sei se é verdade ou não, disse que a família procurou escola e a escola não tomou nenhuma atitude, ninguém sabe se é verdade ou não”, acrescentou.
No início da tarde, policiais militares faziam rondas na frente da escola.