Trabalhadores da educação realizam ato em frente à Alepe e paralisam atividades
Segundo o sindicato, a pauta de reivindicações foi entregue há mais de um mês e o governo do estado não apresentou proposta para a categoria
Trabalhadores da rede pública estadual de ensino realizaram, nesta terça-feira (10), uma paralisação de um dia e um ato em frente à Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), no Recife.
A mobilização foi convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (Sintepe) como parte da Campanha Salarial Educacional 2026.
Segundo o sindicato, a pauta de reivindicações foi entregue ao governo estadual no dia 6 de fevereiro, mas até o momento não houve apresentação de proposta para a categoria.
Durante o ato, o diretor do Sintepe, Paulo Ubiratan, afirmou que a paralisação integra as mobilizações da campanha salarial e busca pressionar o governo a iniciar negociações.
“Estamos em campanha salarial e hoje é um dia de paralisação dentro dessa campanha. Vamos realizar debates nas escolas, panfletagem e mobilizações nas redes sociais porque estamos em uma campanha de valorização e respeito pela educação”, afirmou.
De acordo com ele, a mobilização não trata apenas de questões salariais, mas também das condições das escolas da rede estadual.
“Não estamos discutindo apenas salário. Também estamos debatendo a situação da escola pública do ponto de vista estrutural e as condições de trabalho dentro da rede estadual”, disse.
Um dos principais pontos de negociação para este ano é a atualização do Piso Salarial do Magistério. A medida provisória federal prevê reajuste de 5,4% para 2026, elevando o valor para R$ 5.130,63 para jornada de 40 horas semanais.
O Sintepe defende que esse percentual seja aplicado em toda a carreira dos trabalhadores da educação no estado.
A presidente do sindicato, Ivete Caetano, afirmou que a categoria reivindica a repercussão do reajuste em toda a carreira, além de outras medidas de valorização profissional.
“Estamos reivindicando a repercussão do piso em toda a carreira, valorização profissional, mais concursos públicos e a reformulação do nosso plano de carreira”, declarou.
Ela também destacou problemas estruturais em escolas da rede estadual, como falta de climatização das salas de aula, necessidade de reformas e reclamações sobre a qualidade da merenda escolar.
Segundo Ivete Caetano, o governo precisa apresentar uma proposta dentro do prazo estabelecido pela legislação eleitoral.
“O governo precisa enviar um projeto de lei para a Assembleia até o prazo previsto. Depois do dia 4 de abril não será mais possível votar reajustes por causa das normas eleitorais”, afirmou.
A pauta da campanha salarial deste ano também inclui a reformulação do Plano de Cargos, Carreira e Rendimentos (PCCR) dos profissionais da educação, além de reivindicações relacionadas a concursos públicos, gratificações e formação continuada.
O sindicato afirma que novas mobilizações podem ocorrer caso não haja avanço nas negociações com o governo estadual.