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Criança de 7 anos encontra mãe morta dentro de casa: "Minha mãe, Bruna, não quer acordar", disse o menino a avó

Avó da criança de 7 anos conta como o neto reagiu ao tentar acordar mãe, já sem vida, após ser sofrer agressões, em Igarassu, na Região Metropolitana

Por Cadu Silva

PCPE

“Minha mãe, Bruna, não acorda.” relatou menino de 7 anos a avó, após encontrar a mãe sem vida na manhã desta segunda-feira (23), na casa da família, na Rua Chapecó, no bairro Nova Cruz, em Igarassu, na Região Metropolitana do Recife.

A vítima, identificada como Bruna Vital Cordovile Lustosa, de 24 anos.

Segundo a mãe da vítima, Jenerice Vital Queiroz, de 45 anos, o menino tentou acordá-la, mas, sem resposta, colocou o irmão de 2 anos na sala e ligou para o avô pedindo ajuda. “Vovô, vem aqui que minha mãe não quer acordar”, disse a criança ao telefone.

Ela relatou que a filha vinha passando mal desde que teria sido agredida pelo companheiro, identificado como George, na terça-feira (17) de Carnaval.

“Ela me disse que ele só deu chute na cabeça. Chegou aqui com muita dor, gemendo, vomitando. Eu disse: ‘Bruna, vamos para o hospital’. Mas ela não quis ir”, contou.

De acordo com a mãe, Bruna apresentava fortes dores de cabeça, náuseas e chegou a ficar com o pescoço torto após as agressões. Mesmo orientada a procurar atendimento médico, preferiu se medicar em casa.

Na manhã desta segunda (23), Jenerice saiu de casa por volta das 4h da manhã para uma consulta no Hospital das Clínicas da UFPE e deixou o neto mais novo dormindo ao lado da mãe. Quando retornou, por volta das 11h30, encontrou a filha já sem sinais vitais.

“Quando eu cheguei, minha filha já estava dura, roxa. Não tinha mais nada que fazer”, informou.

A família afirma que o relacionamento era marcado por brigas e ciúmes excessivos. Segundo Jenerice, o suspeito já havia feito ameaças anteriormente. “Eu dizia: ‘Minha filha, sai disso’. Mas ele pedia perdão e ela acreditava que ele ia mudar.”

A mãe fez um apelo por justiça. “Minha filha não era marginal, era trabalhadora. Ele não pensou nos filhos dela. O pequenininho precisa da mãe. O maior está muito abalado. Eu quero justiça.”

O corpo foi encaminhado ao Instituto de Medicina Legal (IML), que deverá apontar a causa da morte e esclarecer se há relação entre as agressões e o óbito.

O caso foi registrado como “morte a esclarecer” e está sendo investigado pela Polícia Civil de Pernambuco, por meio do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Até o momento, ninguém foi preso.