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Suspeito de golpe do falso consórcio é preso pela Polícia Civil no Recife

Golpista preso pela Polícia Civil utilizava esquema de falso consórcio, via plataformas digitais, com promessas de casa própria para enganar vítimas

Por Diario de Pernambuco

Polícia Civil de Pernambuco investiga o caso

Suspeito de aplicar o golpe do falso consórcio foi preso pela Polícia Civil de Pernambuco, no Recife, após a conclusão de pelo menos 16 inquéritos policiais que apontam a atuação em esquema de estelionato voltado, principalmente, a pessoas de baixa renda.

Os detalhes da prisão foram repassados em coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (28), com o delegado José Custódio, titular da Delegacia de Polícia da Boa Vista.

Segundo ele, as investigações indicam que o criminoso explorava o sonho da casa própria por meio de falsas promessas de contemplação imediata.

Como agia

Conforme a Polícia Civil, o investigado utilizava anúncios em plataformas digitais para atrair as vítimas.

As publicações ofereciam consórcios imobiliários com condições vantajosas e liberação rápida de crédito, o que despertava o interesse de pessoas que buscavam financiamento para aquisição de imóveis.

Após o primeiro contato, as vítimas eram orientadas a comparecer a um escritório, onde assinavam contratos e recebiam a garantia de que seriam contempladas rapidamente.

Para isso, o suspeito exigia o pagamento de um valor inicial, sob a justificativa de que o depósito aumentaria as chances de liberação do crédito.

Segundo o delegado responsável pelo caso, o investigado montou uma estrutura fraudulenta para dar aparência de legalidade ao golpe.

“Ele simulava um processo regular de consórcio, firmava contratos, prometia contemplação imediata e dizia que empresas parceiras entrariam em contato para confirmar a operação. Também afirmava que os boletos das parcelas seriam enviados, o que nunca acontecia”, explicou.

Ainda conforme a polícia, após o pagamento, o crédito prometido não era depositado e nenhuma empresa entrava em contato com as vítimas.

Quando os clientes percebiam que se tratava de uma fraude e retornavam ao escritório em busca de esclarecimentos ou reembolso, deixavam de ser atendidos e não conseguiam recuperar os valores pagos.

Durante as diligências, o suspeito chegou a afirmar que possuía vínculo com empresas de consórcio conhecidas no mercado.

No entanto, após ofícios encaminhados pela Delegacia da Boa Vista, todas as instituições citadas negaram qualquer tipo de representação, parceria ou autorização para atuação em nome delas.

O suspeito foi preso e permanece à disposição da Justiça. As investigações seguem em andamento para identificar novas vítimas e apurar a possível participação de outros envolvidos no esquema.