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Carnaval 2026: projeto Terça Negra reestreia na folia do Recife com maracatu, afoxé e rap

A primeira Terça Negra Especial do Carnaval 2026 acontece nesta terça-feira (27), às 19h, no Pátio de São Pedro, área central do Recife. Haverá shows de Okado do Canal, Caetana e Afoxé Ilê de Egbá, entre outras atrações.

Por Bartô Leonel

Durante o Carnaval 2026, ainda haverá mais duas edições do projeto, acontecendo nos dias 03 e 10 de fevereiro. Ao todo, serão 15 atrações que irão ecoar a sonoridade negra de Pernambuco.

Com cinco atrações que exaltam a cultura afro em Pernambuco, o projeto Terça Negra Especial de Carnaval retoma suas atividades momescas nesta terça-feira (27), no Pátio de São Pedro, área central do Recife, com apresentações de maracatu, afoxé e shows de rap.

Entre as atrações que se apresentam nesta primeira edição no Carnaval 2026, que iniciará às 19h, estão DJ Baloo, Okado do Canal, Caetana, Afoxé Ilê de Egbá e grupo Edún Àrá Sangô.

A iniciativa é uma parceria entre o Movimento Negro Unificado (MNU) e a Prefeitura do Recife, que visa difundir e estimular reflexões a respeito da influência afro nas expressões artísticas do Estado.

Durante o Carnaval 2026, ainda haverá mais duas edições do projeto, acontecendo nos dias 03 e 10 de fevereiro. Ao todo, serão 15 atrações que irão ecoar a sonoridade negra de Pernambuco.

A Terça Negra iniciou suas atividades em 1998, no Pagode do Didi, localizado na Rua Ulhôa Cintra, no bairro de Santo Antônio. Em 2001, o projeto passou a acontecer no Pátio de São Pedro, tornando-se parte do calendário cultural oficial do Recife.

O encontro cultural foi criado pelo Movimento Negro Unificado (MNU), que surgiu no Recife em 1979 e ganhou força na década de 1990. A ideia do MNU é ampliar a musicalidade negra no estado, divulgando outras vertentes da cultura negra além do samba de raiz, como o maracatu, o afoxé, o côco de roda e até o reggae e o hip hop.

Ordem das apresentações

O primeiro a subir no palco nesta terça (27) é o DJ Baloo, que irá abrir o evento. Na sequência, será a vez do Afoxé Ylê de Egbá, que completa 40 anos em 2026, mesclar Ijexá a ritmos Yorubás, resultando em arranjos e músicas que dão toques singulares às suas batidas.

Depois a seguirá ao som do rap de Okado do Canal. Com mais de 10 anos de carreira, Okado do Canal é reconhecido por sua atuação junto aos jovens da comunidade do Canal do Arruda, seu território geográfico e afetivo.

A noite segue com o grupo Edún Àrá Sangô, coletivo que apresenta repertório ancestral com canções autorais, trazendo a cultura dos terreiros de candomblé ao palco e cujas composições passaram por gêneros musicais variados que vão desde o nagô pernambucano, ao culto yorubá e até mesmo à santeria cubana.

A apoteose da primeira edição da Terça Negra fica por conta de Caetana, artista trans que cultua o cancioneiro popular nordestino e combate, por meio das músicas, o racismo e à transfobia , misturando Hip-Hop, Trap music, Rap, Pop, Funk, Jazz, Blues, Reggaeton e Black Music.