Confronto entre organizadas deixa três feridos, no Barro, no Recife
Briga entre torcedores de Santa Cruz e Sport exigiu intervenção do GATI e Motopatrulhamento, afirma PM
Três integrantes de torcidas organizadas ficaram feridos durante um confronto no Terminal Integrado do Barro, na Zona Oeste do Recife, na manhã deste domingo (25). A informação foi confirmada pela Polícia Militar, que também registrou danos ao patrimônio no local. Até o momento, nenhum suspeito foi identificado.
Imagens compartilhadas nas redes sociais mostram homens vestindo camisas do Santa Cruz agredindo outros dois homens com pedaços de pau e pontapés. Durante as agressões, é possível ouvir gritos de "vão morrer" e referências à torcida organizada Inferno Coral.
"Aqui é Inferno", comenta um dos agressores em referência à torcida organizada do Santa Cruz, Inferno Coral. Outros vídeos mostram mais pessoas sendo agredidas.
Confronto
Segundo a PM, a confusão envolveu torcedores do Santa Cruz e do Sport. O efetivo que estava no terminal precisou solicitar apoio do GATI e do Motopatrulhamento para dispersar os agressores.
O confronto ocorreu horas antes do jogo entre Santa Cruz e Náutico, realizado com torcida única, na Arena de Pernambuco, pela quinta rodada do Campeonato Pernambucano.
De acordo com a PM, a segurança da partida conta com 626 policiais militares, sendo 117 na área interna do estádio. Além disso, a corporação afirma que a operação policial está sendo monitorada pelo Centro Integrado de Comando e Controle Estadual (CICCE).
As agressões são investigadas pela Delegacia de Polícia de Repressão à Intolerância Esportiva. Conforme a Polícia Civil, “as diligências foram iniciadas de pronto, com foco na identificação dos envolvidos e na coleta de evidências para que sejam tomadas as medidas cabíveis”.
Governo
Em suas redes sociais, a governadora, Raquel Lyra, afirmou que “Pernambuco não tolera” os episódios de violência registrados neste domingo. Na postagem, ela classificou os agressores como criminosos e afirmou que determinou prioridade à Polícia Civil para identificar e responsabilizar os envolvidos.
“É a paz que deve marcar o nosso futebol”, declarou a governadora.