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Recife entra em 2026 com risco médio por conta de focos de mosquito da dengue

Jovens adultos são os principais infectados pela doença e a prefeitura destaca três bairros da Zona Sul com mais focos do mosquito

Por Adelmo Lucena

Recife já tem 12 casos de dengue em 2026

Recife entrou em 2026 com risco médio diante da quantidade de focos de mosquito transmissores da dengue, segundo o primeiro ciclo do Levantamento de Índice Rápido para Aedes aegypti (LIRAa) do ano. A capital já soma 12 casos da doença este ano e um índice de infestação predial de 1,3%. Os bairros com mais casos são Brasília Teimosa, Ibura, Cohab e Vasco da Gama, apresentando Risco Muito Alto de infestação pelo Aedes aegypti, com o levantamento igual ou maior que 4,0%.

De acordo com a pasta, o perfil dos casos de dengue registrados em 2025 no Recife mostra maior concentração entre adultos jovens. A faixa etária de 20 a 39 anos respondeu por 34,3% dos casos confirmados, seguida pelo grupo de 10 a 19 anos, com 23,7%. Considerando o conjunto de pessoas entre 10 e 39 anos, esse grupo concentra 58% dos registros no período.

Em relação ao sexo, houve distribuição equilibrada, com 51,1% dos casos em mulheres e 48,8% em homens. Quanto à raça/cor, a maioria das notificações foi registrada como parda (62,7%), seguida por branca (9,2%) e preta (1,9%), embora 25,6% das fichas apresentem essa informação como ignorada. Entre gestantes, foram notificados 130 casos suspeitos ao longo de 2025, com 54 confirmações, todas evoluindo para cura.

Já em 2026, até a segunda Semana Epidemiológica, correspondente ao período de 3 a 17 de janeiro, foram notificados 71 casos suspeitos de dengue no Recife, com 12 confirmações até o momento. Entre os casos confirmados, 41,7% ocorreram em pessoas de 20 a 39 anos, e 58,3% em mulheres. Até o período analisado, não houve registro de casos suspeitos em gestantes.

Prevenção

De acordo com a Vigilância Ambiental do Recife, as equipes atuam de forma contínua, inclusive aos fins de semana, com mutirões concentrados em áreas consideradas prioritárias, onde há maior infestação do Aedes aegypti e registro de casos. A estratégia busca ampliar a cobertura das inspeções realizadas pelos agentes de saúde e alcançar um maior número de imóveis.

Paralelamente, o município tem investido na capacitação permanente dos profissionais e no fortalecimento das ações de controle vetorial, com a ampliação do uso da Estação Disseminadora de Larvicida (EDL). A armadilha passou a ser instalada também em unidades de saúde. O número de estações saltou de 223 para 628, com a meta de chegar a mil até o fim de fevereiro.

Além das ações operacionais, a Secretaria de Saúde também aposta na orientação direta à população. Agentes de saúde e equipes de educação em saúde atuam nos territórios levando informações sobre prevenção, eliminação de criadouros e sinais de alerta da doença.

Nas áreas que demandam maior atenção, como Ibura, Jordão, Cohab e bairros da Zona Norte, a pasta destaca que há reforço da força de trabalho e adoção de estratégias específicas para tentar alcançar todos os imóveis.

No campo da prevenção, a vacinação contra a dengue segue como uma das estratégias adotadas pelo município. No Recife, a população estimada de crianças e adolescentes de 10 a 14 anos é de 89.504 pessoas.

Até o momento, foram aplicadas 41.079 primeiras doses, o que corresponde a uma cobertura de 45,9%. Em relação à segunda dose, foram registradas 17.138 aplicações, alcançando uma cobertura de 19,15% entre o público-alvo.

Dengue em Pernambuco

Pernambuco registrou, entre 29 de dezembro de 2024 e 3 de janeiro de 2026, 12.481 casos de dengue, sendo 292 considerados graves e 10 mortes. Os dados são do Informe Epidemiológico de Arboviroses da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE).

Em todo o estado, a incidência foi de 253,1 casos a cada 100 mil habitantes e houve uma queda de 44,6% em relação ao mesmo período do balanço anterior.