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Seca extrema avança em Pernambuco e já atinge 31,5% dos municípios

Dados da Apac mostram que 58 cidades enfrentam cenário crítico, com riscos de perda de safras, mortandade de animais e escassez grave de água no Sertão e Agreste

Por Diario de Pernambuco

Mapa mostra situação da seca em Pernambuco

Cerca de 31,5% dos municípios de Pernambuco estão em seca extrema, é o que afirma a Agência Pernambucana de Águas e Clima (APAC). Os municípios estão localizados no Sertão e no Agreste do estado.

Dos 184 municípios que formam o estado, atualmente, 58 enfrentam seca extrema. De acordo com a APAC, os possíveis impactos incluem grandes perdas de culturas/pastagens; mortandade animal; ameaça à subsistência em comunidades rurais; escassez grave de água e/ou aumento das restrições de uso.

Outros 45 municípios estão em situação de seca grave, 38 com seca moderada e 43 com seca fraca.

Conforme a agência, a persistência de chuvas abaixo da normalidade tem agravado os indicadores de seca no estado. No Sertão e no Agreste, houve avanço da seca extrema, além da intensificação da seca grave e moderada. Já a seca fraca passou a atingir também áreas da Zona da Mata e do Litoral.

"Observa-se que na Região Metropolitana do Recife, no Litoral e na Zona da Mata, houve o surgimento de uma seca de fraca intensidade. Porém, no Agreste e no Sertão, essa seca já chega a uma intensidade de seca extrema", pontua a meteorologista da Apac, Aparecida Fernandes.

De acordo com ela, "um fator que acentuou muito a situação [de seca extrema] foi o aumento das temperaturas. Tivemos os meses de novembro e dezembro muito quentes. Além da falta de precipitação, houve um aumento da evapotranspiração, que seca tanto os pequenos reservatórios quanto a vegetação", explica.

Nesta terça-feira (20), a Apac e outros representantes dos demais estados do Nordeste terão uma reunião climática para preparar um prognóstico dos próximos meses. Os resultados serão divulgados.

Confira os municípios afetados:

  • Afrânio
  • Dormentes
  • Santa Cruz
  • Petrolina
  • Lagoa Grande
  • Parnamirim
  • Santa Maria da Boa Vista
  • Orocó
  • Ouricuri
  • Moreilândia
  • Trindade
  • Santa Filomena
  • Ipubi
  • Araripina
  • Bodocó
  • Exu
  • Ibimirim
  • Flores
  • Calumbi
  • Triunfo
  • Santa Cruz da Baixa Verde
  • Carnaíba
  • Quixaba
  • Solidão
  • Afogados da Ingazeira
  • Ingazeira
  • Tuparetama
  • Carnaubeira da Penha
  • Floresta
  • Tabira
  • Iguaraci
  • São José do Egito
  • Itapetim
  • Brejinho
  • Santa Terezinha
  • Custódia
  • Betânia
  • Serra Talhada
  • Sertânia
  • Serrita
  • Verdejante
  • Petrolândia
  • Tupanatinga
  • Buique
  • Arcoverde
  • Pedra
  • Capoeiras
  • Venturosa
  • Alagoinha
  • Pesqueira
  • Cachoeirinha
  • Sanharó
  • Belo Jardim
  • Poção
  • Brejo da Madre de Deus
  • Jataúba
  • Taquaritinga do Norte
  • Tacaimbó
  • Santa Cruz do Capibaribe

 

Estiagem

O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) reconheceu, na quarta-feira (14), a situação de emergência em 137 municípios do país, sendo 103 em Pernambuco, atingidos principalmente pela estiagem.

Os 103 municípios tiveram a situação de emergência reconhecida em razão da estiagem, caracterizada pela redução prolongada das chuvas e impactos no abastecimento de água, na produção agrícola e na vida da população.

Com o reconhecimento federal, as prefeituras pernambucanas passam a poder solicitar recursos do Governo Federal para ações de defesa civil, como a compra de cestas básicas, água potável, refeições para trabalhadores e voluntários, além de kits de limpeza, higiene pessoal e dormitório.

As solicitações devem ser feitas por meio do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD), e os pedidos serão analisados pela Defesa Civil Nacional, que define os valores a serem liberados conforme os planos de trabalho apresentados.

Situação de emergência

Desde 31 de dezembro, Pernambuco está em situação de emergência em 107 municípios em razão da escassez de chuvas. O decreto vale por 180 dias e tem como objetivo minimizar os efeitos da seca hidrológica nos reservatórios e na rede de abastecimento de água das cidades afetadas pela estiagem.

De acordo com o Governo do Estado, a medida foi adotada com base em um parecer técnico elaborado pela Secretaria Executiva de Proteção e Defesa Civil, bem como em notas técnicas da Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) e de outros órgãos estaduais. A Apac registrou avanço significativo da seca extrema nas áreas do oeste do Estado e da seca fraca no Agreste, na área da divisa com Alagoas.