Assassinato motivado por traição e ciúmes levou polícia a desmantelar quadrilha de homicídios e roubos de cargas
Segundo a Polícia Civil, mulher teria incentivado o marido a cometer o homicídio para "salvar o casamento"; alvos da operação possuem histórico de assaltos e tráfico de drogas
A Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) prendeu, nesta quarta-feira (14), os mandantes do assassinato de Marlon Alexandre Neto de Araújo, de 34 anos, ocorrido em 27 de agosto de 2024. Segundo a corporação, traição e ciúmes teriam motivado o crime.
As investigações tiveram início após a morte de Marlon. De acordo com a PCPE, ele teria um caso com a esposa de um dos criminosos e, por isso, foi assassinado.
“Foi a esposa quem estimulou o marido a praticar o crime para que eles voltassem a ter uma relação boa. Ela dizia: ‘Se isso vai lhe deixar mais tranquilo, faça’. O papel dela no homicídio foi esse”, detalhou o delegado Diego Jardim, que preside a investigação.
Imagens de circuitos de segurança mostram o crime. No vídeo, um carro branco estaciona em frente a uma churrascaria. Segundo o delegado, o mandante do crime seria o motorista do carro. Quatro homens armados, encapuzados e com coletes balísticos descem do veículo e entram no restaurante. Eles atiraram 30 vezes contra o alvo e fugiram.
O mandante do crime e a esposa foram detidos em uma pousada em Fernando de Noronha enquanto passavam férias, informou o delegado. Além deles, outros três mandados foram cumpridos: um no Recife e dois no Presídio de Igarassu.
Estes últimos são irmãos e possuem histórico criminal recente: um foi preso em fevereiro de 2025 por posse de munição restrita, enquanto o outro foi alvo prioritário da Operação Golpe Final, deflagrada pela PCPE em julho do mesmo ano. Um outro homem segue foragido.
De acordo com a Polícia Civil, os seis alvos da Operação Sangue Puro eram próximos e praticavam homicídios, tráfico de drogas, como maconha e cocaína, e roubo de cargas diversas. “Ficou bem delimitado que eles tinham uma relação muito próxima de criminalidade, de armas e de roubos. Às vezes, alguns cometiam um crime isolado, mas todos pertenciam ao mesmo bando”, afirma o delegado.
Nas diligências, a PCPE apreendeu três pistolas, mais de 100 cartões de crédito, uma espingarda de calibre não definido e mais de R$ 44 mil.