Monitoramento de tubarões no Grande Recife será feito por microchipagem
Informações são do Comitê Estadual de Monitoramento de Incidente com Tubarões (CEMIT). Os tubarões serão monitorados a partir da microchipagem
O monitoramento dos tubarões no Grande Recife será feito por meio da instalação de chips nos animais. As informações são do Comitê Estadual de Monitoramento de Incidente com Tubarões (CEMIT). Segundo a pasta, a supervisão dos bichos envolve rastreamento de movimentos e comportamentos das espécies para fortalecer ações de prevenção a ataques.
Após 11 anos, a ação de monitoramento contínuo dos tubarões voltará a ser realizada nos 33 quilômetros do litoral do Grande Recife com risco crítico de incidente: da Praia do Paiva, no Cabo de Santo Agostinho, até a Praia do Farol, em Olinda.
Atualmente, o trabalho ocorre apenas no Arquipélago de Fernando de Noronha, a partir de Acordo de Cooperação Técnica entre o Governo de Pernambuco, por meio da Administração da ilha, e a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), segundo o CEMIT.
Edital
Conforme noticiado pelo Diario na última semana, o Estado está com edital aberto no Programa Cientista Arretado, do Governo do Estado, para o promover o retorno do trabalho de monitoramento. A iniciativa é denominada “Monitoramento de Tubarões no Litoral Pernambucano: Integrando Ciência, Tecnologia e Inovação na Prevenção de Incidentes”.
O projeto terá investimento de R$ 1,052 milhão e duração de 24 meses, segundo a Secretaria de Meio Ambiente, Sustentabilidade e de Fernando de Noronha de Pernambuco (SEMAS), coordenadora do CEMIT.
Dentro do planejamento, está previsto o desenvolvimento da versão inicial de uma plataforma estadual que integre ocorrências, distribuição de espécies e incidentes, dados científicos, comunitários e institucionais, em um sistema unificado de monitoramento costeiro, de acordo com informações do CEMIT.
Incidência
Desde 1992, quando os incidentes começaram a ser contabilizados, aconteceram 80 casos de ataques de tubarão, com 26 mortes, segundo dados do CEMIT. A média anual é de 2,3 casos por ano.
As áreas com maior concentração de ocorrências são Boa Viagem, no Recife (24 registros); Piedade, em Jaboatão dos Guararapes (23); e Del Chifre, em Olinda (5).
Os dados também revelam os meses com mais incidentes: julho, com 11 casos; março, com 9; e maio, com 8.
O Estado não registra incidentes com tubarões nas praias do Grande Recife há 2 anos e 10 meses. O último caso registrado foi em março de 2023, quando uma adolescente de 15 anos foi vítima de um ataque enquanto tomava banho de mar na Praia de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes. Ela sobreviveu e teve parte do braço esquerdo amputado.
Na última sexta (9), uma turista paulista teve a coxa direita mordida por um tubarão-lixa enquanto praticava um tipo de mergulho em Fernando de Noronha. Tayana Dalazen, de 36 anos, foi socorrida e não teve ferimentos graves ou complicações de saúde. Ela retornou para São Paulo no domingo (11).