Jair Renan vira réu por acusação de lavagem de dinheiro
Ele é acusado de falsificar documentos, em conjunto com outros suspeitos, para obter empréstimos bancários acima da capacidade de pagamento
O vereador Jair Renan, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, se tornou réu na Justiça Federal do Distrito Federal por suspeita de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e uso de documento falso. O Poder Judiciário aceitou denúncia apresentada pelo Ministério Público contra ele e outras cinco pessoas. A decisão é da 5ª Vara Criminal e foi tomada na segunda-feira (26).
A partir de agora, os réus terão prazo para se defender e contestar as acusações. O período para apresentar defesa é de 10 dias, a contar da notificação. A Justiça entendeu que estão presentes “os requisitos necessários para dar início à persecução penal em juízo”. Jair Renan chegou a ser alvo de uma ação de busca e apreensão em agosto do ano passado.
Renan e os demais são acusados de forjar registros fiscais de uma empresa para demonstrar uma capacidade financeira superior à real. A empresa envolvida é a RB Eventos e Mídia, de propriedade de Jair Renan. A alteração dos documentos teria o objetivo de dar lastro a empréstimos bancários que chegaram a R$ 291 mil, entre 2022 e 2023.
A situação levantou suspeitas após Jair Renan deixar de pagar a dívida e o banco iniciar uma cobrança, cujo valor chegou a R$ 360 mil em razão dos juros e atrasos. Um documento falsificado atestaria que a empresa movimentou R$ 4,6 milhões em um ano.
O Ministério Público afirma que, entre 2020 e 2023, os réus “ocultaram ou dissimularam a natureza, origem, movimentação ou propriedade de bens, direitos e valores de origem criminosa, proveniente, direta ou indiretamente, da prática de crimes de falsidade ideológica, estelionato e falsificação de documentos públicos e particulares”.
A defesa de Jair Renan afirma que ele foi vítima de fraude praticada por outra pessoa e que é inocente.