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Irmã de Carla Zambelli declara voto em Lula: "Essa Zambelli vota 13"

Paula Brasil disse que esperou o fim do primeiro turno para se manifestar e evitar possíveis consequências para familiares com opiniões diferentes das dela

Por Estadão Conteúdo

Paula Zambelli Salgado Brasil disse que esperou o fim do primeiro turno para se manifestar e evitar possíveis consequências para familiares com opiniões diferentes das dela

Paula Brasil, irmã da ex-deputada federal Carla Zambelli, declarou voto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato a reeleição. Em um vídeo divulgado nas redes sociais, a professora afirmou que decidiu tornar pública sua posição política após anos evitando manifestações sobre o tema.

Segundo ela, o silêncio era uma forma de preservar a família diante das divergências políticas, mas a decisão de não se posicionar passou a ter um custo que não está mais disposta a aceitar. Ao concluir o pronunciamento, Paula resumiu sua escolha com a frase: “Eu sou uma Zambelli que vota 13”.

A decisão de se manifestar somente após o primeiro turno, segundo Paula, foi tomada para evitar que suas declarações afetassem os familiares. Ela afirmou que tem carinho e admiração pela ex-deputada, pela mãe e pelo irmão, Bruno, mesmo diante das diferenças de pensamento.

“Eu sei que esse silêncio tem um preço e eu hoje não tô mais disposta a pagar. Então eu esperei o primeiro turno das eleições para que não houvesse nenhum prejuízo, inclusive pros meus familiares”, disse no pronunciamento.

A professora também aproveitou a gravação para se dirigir a ex-alunos, estudantes universitários e pessoas que já atendeu. Ela pediu que o público reflita sobre o modelo de país que deseja para o futuro e sobre os valores que considera importantes para a sociedade.

Paula defendeu que as pessoas expressem suas opiniões, especialmente em situações em que o medo de represálias ou a possibilidade de discriminação levam ao silêncio. “Quando a gente precisa ficar calado, quando a gente tem medo de falar o que a gente pensa, quando a gente corre risco por existir, por ser diferente, é preciso que as pessoas se pronunciem, até porque o silêncio também pode representar uma omissão”, afirmou.