Às vésperas do 2º turno, governo Trump envia autoridades à América Latina
Delegação norte-americana cumprirá agendas econômicas e de segurança com governos sul-americanos na semana decisiva da disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro
Às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais no Brasil, marcado para 25 de outubro, o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviará uma comitiva de alto escalão à América do Sul. O subsecretário de Estado Christopher Landau viajará ao Paraguai e à Argentina entre os dias 19 e 26 de outubro, período que coincide com a reta final da disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL).
Landau faz parte do grupo ideológico mais próximo do MAGA (Fazer América Grande de Novo, em tradução livre), considerado mais à extrema-direita da gestão trumpista, e alinhado ao primogênito do ex-mandatário Jair Bolsonaro.
Segundo comunicado do Departamento de Estado norte-americano, Landau será acompanhado pelo subsecretário de Estado para Assuntos do Hemisfério Ocidental, Juan Pablo Segura. A agenda prevê encontros com autoridades dos dois países, além de representantes do setor privado, para discutir investimentos, ampliação das relações comerciais e cooperação na área de segurança regional.
A primeira parada será Assunção, capital paraguaia, onde Landau liderará uma delegação comercial formada por empresas norte-americanas interessadas em oportunidades de investimento. O representante de Trump também se reunirá com integrantes do alto escalão do governo paraguaio para reafirmar a parceria estratégica entre os países. Entre os assuntos previstos estão o combate ao crime transnacional e o aprofundamento da cooperação em segurança.
Na Argentina, a comitiva terá reuniões com autoridades do governo e empresários para avançar nas negociações relacionadas ao Corredor Andes-Atlântico, iniciativa bilateral anunciada durante a Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU). O objetivo, segundo Washington, é ampliar os investimentos norte-americanos, estimular o crescimento econômico e fortalecer a cooperação em segurança.
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