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Lula fala sobre promessa de corte de R$ 250 bi de Flávio Bolsonaro: 'Corta sempre dos pobres'

A declaração foi feita neste sábado (10) durante agenda no Rio Grande do Norte

Por Estadão Conteúdo

Lula e Flávio Bolsonaro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, neste sábado (10), ser preciso que a sociedade questione de onde será feito o corte de R$ 250 bilhões prometido pelo candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). Segundo o petista, historicamente, tesouradas orçamentárias atingem a população de menor renda. As declarações foram dadas durante agenda de imprensa no Rio Grande do Norte.

"Quando o meu adversário diz que vai cortar R$ 250 bilhões, que vai ter um 'tesouraço', é preciso que a sociedade comece a se perguntar de onde vai ser esse corte. Porque eu não conheço ninguém da elite brasileira que governou este país e teve coragem de cortar dos ricos... Ele sempre corta dos pobres", declarou Lula.

O presidente disse ainda que o cenário eleitoral e geopolítico exige uma definição clara sobre os rumos do país. Ele citou as instabilidades internacionais, como os conflitos no Oriente Médio envolvendo o Irã, e destacou as ações do governo federal para conter a alta do preço dos combustíveis.

"Nós estamos vivendo um momento de aferição sobre se o mundo quer viver uma mentira ou uma verdade. Que tipo de educação, de cultura e de saúde a gente deseja?", questionou. "É um momento de muita incerteza. Temos a guerra na Ucrânia que já dura anos e as tensões no Oriente Médio que trazem prejuízos extraordinários por conta do Estreito de Ormuz."

Disputa eleitoral no Rio Grande do Norte

Além de impulsionar a campanha do candidato petista ao governo estadual, Cadu Xavier, que adotou o nome político de "Cadu de Lula", contra Allyson Bezerra (União), a visita do presidente ao Rio Grande do Norte busca recuperar a margem de votos obtida na região em pleitos anteriores.

Embora o estado seja governado pela aliada Fátima Bezerra (PT), a vantagem do presidente no primeiro turno caiu em comparação com a eleição de 2022. Naquela ocasião, Lula abriu uma diferença de 641 mil votos sobre Jair Bolsonaro no estado. Agora, na disputa de 2026 contra o senador Flávio Bolsonaro, a margem ficou em 517 mil votos.

Na avaliação de estrategistas da campanha governista, a prioridade nesta reta final do segundo turno é conter o avanço da oposição no Nordeste e reidratar a votação na região.